Menu

Pix e BRICS Pay desafiam domínio do dólar no comércio global

O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, Pix, já processa mais de 5 bilhões de transações por mês no Brasil — e é exatamente esse volume que incomoda Washington. O relatório anual de comércio dos EUA, divulgado pela Casa Branca em 1º de abril, acusa o Brasil de protecionismo, alegando que o Pix prejudica gigantes de […]

sem comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 08/04/2026 19:47

O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, Pix, já processa mais de 5 bilhões de transações por mês no Brasil — e é exatamente esse volume que incomoda Washington. O relatório anual de comércio dos EUA, divulgado pela Casa Branca em 1º de abril, acusa o Brasil de protecionismo, alegando que o Pix prejudica gigantes de cartões de crédito como Visa e Mastercard. Esta acusação não é isolada. Donald Trump, ex-presidente dos EUA, já ameaçou o Brasil com tarifas sobre exportações devido a esse sistema.

Em meio a esse cenário, o BRICS Pay surge como uma alternativa internacional inspirada no Pix, mas com tecnologia Blockchain. Lançado em fevereiro, o BRICS Pay busca integrar os sistemas financeiros dos países do bloco, permitindo transferências em moedas locais por meio de códigos QR, eliminando a necessidade do dólar. Este movimento é visto como uma tentativa de reequilibrar o comércio global, o que explica o desconforto de Trump.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu às críticas em um evento público, afirmando que o Pix é uma inovação brasileira que não será alterada por pressões externas. “O Pix é do Brasil e ninguém nos vai obrigar a mudá-lo”, declarou Lula, destacando o impacto positivo do sistema na sociedade brasileira.

A defesa do Pix não veio apenas do Brasil. Gustavo Petro, presidente da Colômbia, manifestou interesse em adotar o sistema em seu país, elogiando sua eficiência e criticando os mecanismos financeiros dos EUA. Petro também apontou que as sanções da OFAC, órgão do Tesouro dos EUA, são ineficazes no combate ao narcotráfico e servem como ferramenta de controle político.

Enquanto isso, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e candidato nas eleições de 2026, teve que desmentir rumores de que acabaria com o Pix se eleito. Recentemente, ele participou da Conferência de Ação Política Conservadora nos EUA, onde pediu a intervenção de Trump e ofereceu terras raras brasileiras como alternativa à dependência chinesa.

O avanço do Pix e do BRICS Pay representa mais do que uma inovação tecnológica; é um desafio direto ao domínio econômico dos EUA. Ao promover sistemas de pagamento que evitam o uso do dólar, o Brasil e seus aliados do BRICS estão criando um novo campo de batalha digital, que pode redefinir as regras do comércio internacional. Segundo a DPL News, o que está em jogo não é tecnologia — é quem controla as regras do dinheiro. Se o BRICS Pay escalar, brasileiros e parceiros do bloco poderão comercializar sem pagar a “pedágio” do dólar em cada transação. Para o consumidor e o exportador brasileiro, isso significa menos custo de câmbio e menos exposição a sanções americanas. A briga pelo Pix é, na prática, uma briga pelo seu bolso.

, ,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!


Leia mais

Recentes

Recentes