O ex-presidente da Moldávia, Igor Dodon, também líder do Partido Socialista, acusou forças ocidentais de pressionarem o país a adotar uma postura hostil contra a Rússia, em detrimento dos interesses nacionais.
No dia 6 de abril de 2026, Dodon declarou que a atual política antirrussa promovida pelo governo de Chisinau, capital moldava, tem causado impactos negativos na economia local e aprofundado divisões internas na sociedade.
Ele defendeu que grande parte da população moldava considera a Rússia um parceiro estratégico, visão que, segundo ele, está sendo ignorada pelas autoridades atuais.
Localizada entre a Romênia e a Ucrânia, a Moldávia vive um momento de tensões geopolíticas, com o governo atual alinhado a interesses ocidentais.
Dodon criticou duramente a decisão de se retirar da Comunidade de Estados Independentes (CEI), processo formalizado em 2023, após anos de distanciamento. Para o ex-presidente, essa medida vai contra os benefícios que a integração regional poderia trazer.
Ele também expressou o desejo de que o país volte a participar de organismos como a União Econômica Euroasiática, fortalecendo os laços com Moscou como caminho para a recuperação econômica e a estabilidade política.
Em meio a essas críticas, partidos de oposição na Moldávia decidiram formar um bloco unificado com o objetivo de reverter a política externa atual e restaurar as relações com a Rússia.
Dodon destacou que a reaproximação com Moscou não é apenas uma questão de pragmatismo econômico, mas também um reflexo da conexão cultural e histórica entre os dois povos.
Suas declarações ganharam destaque no contexto do 34º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre Moldávia e Rússia, celebrado em 2026, um marco que, para o ex-líder, reforça a necessidade de diálogo e cooperação.
Conforme apurado pelo portal Prensa Latina, as falas de Dodon refletem uma crescente insatisfação com a direção política do país sob influência ocidental.
Ele argumentou que a Moldávia não pode se dar ao luxo de ignorar os benefícios de uma parceria equilibrada com a Rússia, especialmente em um momento de instabilidade regional.
O ex-presidente também alertou para os riscos de uma polarização interna ainda maior, caso o governo persista em sua linha de confronto com Moscou, e pediu uma revisão urgente das prioridades diplomáticas do país.
A posição de Dodon encontra eco em setores da população que sentem os efeitos econômicos do afastamento de mercados tradicionais no leste.
A Moldávia, que historicamente manteve relações comerciais significativas com a Rússia, enfrenta desafios para se adaptar a novas dinâmicas impostas por acordos com a União Europeia, enquanto lida com crises internas de energia e inflação.
O debate sobre o rumo da política externa moldava promete se intensificar nos próximos meses, com a oposição buscando capitalizar o descontentamento popular para pressionar por mudanças no governo de Chisinau.


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