A capacidade instalada de data centers na Índia deve saltar de 1,2 GW para quase 10 GW até 2030 — e o país ainda não tem um plano energético à altura desse crescimento. Com a expectativa de que o consumo de eletricidade desses centros aumente drasticamente, o governo indiano está reavaliando suas estratégias de planejamento de energia. Segundo o Outlook Business, a Autoridade Central de Eletricidade (CEA) está orientando os estados e as empresas de distribuição de energia a incorporarem a demanda projetada dos data centers em seus planos de adequação de recursos.
Os data centers, que são fundamentais para a infraestrutura digital, têm um impacto significativo no consumo de eletricidade. Estima-se que o consumo de eletricidade de data centers aumente de 10-15 TWh para 40-45 TWh até o final da década. Estados como Andhra Pradesh, Uttar Pradesh, Maharashtra, Telangana, Karnataka e Tamil Nadu estão se preparando para receber grandes data centers. Empresas gigantes como Microsoft, Amazon, Alphabet, o Grupo Adani, Reliance Industries e Larsen & Toubro já se comprometeram a investir na infraestrutura de inteligência artificial da Índia.
Esse fenômeno não é exclusivo da Índia. De acordo com a Agência Internacional de Energia, os data centers são responsáveis por cerca de 1,5% do consumo global de eletricidade em 2024, com uma tendência de crescimento devido ao aumento da inteligência artificial e da computação em nuvem. Até 2030, o consumo global de eletricidade por data centers deve dobrar, alcançando cerca de 945 TWh, representando quase 3% do consumo global de eletricidade.
Por que isso importa? A explosão dos data centers na Índia e em todo o mundo destaca a necessidade urgente de planejamento energético estratégico para garantir a estabilidade das redes elétricas. A integração da demanda dos data centers nos planos de energia dos estados é crucial para garantir que a capacidade de geração, armazenamento e transmissão de eletricidade seja suficiente para atender às necessidades futuras. Este movimento não só impulsiona a economia digital, mas também reforça a importância da soberania tecnológica e do desenvolvimento sustentável em um mundo cada vez mais digitalizado.


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