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Colonos israelenses celebram Páscoa com expulsão de palestinos na Cisjordânia

0 Comentários🗣️🔥 Na Cisjordânia ocupada, colonos israelenses transformaram a celebração da Páscoa judaica, realizada entre os dias 1 e 9 de abril de 2026, em um símbolo de expulsão de comunidades palestinas, especialmente no Vale do Jordão. Haitham al-Zayed, de 24 anos, morador da região, recorda os tempos em que frequentava as piscinas naturais de […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 10/04/2026 15:22

Na Cisjordânia ocupada, colonos israelenses transformaram a celebração da Páscoa judaica, realizada entre os dias 1 e 9 de abril de 2026, em um símbolo de expulsão de comunidades palestinas, especialmente no Vale do Jordão.

Haitham al-Zayed, de 24 anos, morador da região, recorda os tempos em que frequentava as piscinas naturais de al-Auja, um local que se tornou inacessível para ele e sua família após serem deslocados por colonos. Durante o período festivo, milhares de colonos ocuparam a área, promovendo eventos que contrastam com a realidade de perda enfrentada pelos palestinos, cujas comunidades foram fragmentadas por ações de violência e restrições de acesso.

Imagens divulgadas em redes de colonos mostram crianças brincando nas mesmas piscinas que Haitham frequentava, enquanto adultos organizam churrascos e declaram que ‘o povo de Israel retornou à sua terra’.

Essa visão é impulsionada por grupos de jovens colonos, conhecidos como ‘hilltop youth’, que intensificaram atos de violência contra palestinos, especialmente após a escalada de tensões desde outubro de 2023. Esses grupos têm contribuído para a expulsão de dezenas de comunidades na região, utilizando táticas que incluem ataques físicos e destruição de propriedades.

Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), nos primeiros três meses de 2026, 1.727 palestinos de 36 comunidades foram deslocados devido à violência promovida por colonos e às barreiras impostas ao acesso a suas terras.

Allegra Pacheco, representante do West Bank Protection Consortium, apontou que as celebrações dos colonos durante a Páscoa não são apenas uma provocação, mas configuram uma estratégia deliberada de deslocamento forçado, o que representa uma séria violação do direito internacional. A especialista destacou ainda a organização de passeios chamados ‘conheça a Terra Santa’, que escolhem áreas sob controle administrativo palestino como alvos de expansão ideológica.

Haitham, agora vivendo em Jabal al-Birka, uma região desértica a cerca de 5 km de Shallal al-Auja, observa as imagens das festividades com indignação.

Ele relata que a violência não é um evento isolado, mas parte de um processo contínuo de anexação na Cisjordânia, que dispersa comunidades e as deixa sem acesso a recursos básicos como eletricidade e infraestrutura.

Em Hammam al-Maleh, no norte do Vale do Jordão, a situação é igualmente grave. Muhammad, o último residente permanente da área, resiste às ameaças e aos ataques, afirmando que sua permanência é uma prova de que a terra pertence aos palestinos. Relatos da região descrevem agressões a idosos e crianças, além da destruição de bens.

Dados do OCHA indicam que mais de 5.600 palestinos foram deslocados na Cisjordânia desde outubro de 2023, como resultado direto da violência dos colonos.

No dia 8 de abril de 2026, um incidente marcante ocorreu em Tayasir, onde muitos deslocados buscaram refúgio: colonos mataram Alaa Sobeih, intensificando o clima de medo.

Pacheco alertou para os indicadores de alerta precoce da ONU sobre atrocidades em massa, apontando a incitação à violência contra um grupo étnico específico e a ausência de responsabilização como fatores de extrema preocupação. Mais informações sobre a escalada de tensões na região podem ser encontradas em análise do portal Al Jazeera, que acompanha os desdobramentos do conflito.

Com informações de aljazeera.com.

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