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Estudantes lançam primeiro foguete da USP com motor de propulsão híbrida

0 Comentários🗣️🔥 O Projeto Jupiter, grupo de extensão da Escola Politécnica (Poli) da USP voltado ao desenvolvimento de foguetes experimentais e tecnologia aeroespacial, realizou, no último dia 4 de abril, o primeiro lançamento do foguete Elara II, impulsionado por um motor de propulsão híbrida, o motor Nêmesis. O lançamento representa um avanço relevante para o […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 10/04/2026 22:21

O Projeto Jupiter, grupo de extensão da Escola Politécnica (Poli) da USP voltado ao desenvolvimento de foguetes experimentais e tecnologia aeroespacial, realizou, no último dia 4 de abril, o primeiro lançamento do foguete Elara II, impulsionado por um motor de propulsão híbrida, o motor Nêmesis. O lançamento representa um avanço relevante para o grupo de extensão, uma vez que a tecnologia de propulsão híbrida ainda é pouco explorada e dominada no contexto de equipes universitárias brasileiras, exigindo um elevado grau de domínio técnico em projeto, integração e operação de sistemas.

A missão Elara II faz parte de uma iniciativa de desenvolvimento de capacidade própria de lançamento, conduzida no campus da USP em Pirassununga, em coordenação com a Academia da Força Aérea para a liberação do espaço aéreo. “O objetivo é integrar e validar, em condições reais, os subsistemas do Projeto Jupiter, desde a construção e qualificação de uma plataforma própria até a execução completa da campanha de voo. A missão também avaliou inovações tecnológicas com potencial para competições futuras e revisitou subsistemas que ainda demandam melhorias estruturais e operacionais”, explicam os integrantes do grupo.

Entre os principais objetivos do foguete Elara II estão o primeiro voo com motor híbrido desenvolvido pela equipe da USP, a validação de um sistema de frenagem aerodinâmica (air brake) e a verificação do desempenho de um mecanismo de mitigação do efeito “zipper” na abertura dos paraquedas. Também foram avaliadas a integridade estrutural da fuselagem em condições de voo, incluindo sua reutilização em uma segunda missão, e o treinamento das equipes nas etapas de montagem, integração e desmontagem de sistemas complexos.

A campanha de lançamento começou na noite de sexta-feira (3 de abril) e foi concluída na noite de sábado (4), somando mais de 12 horas de operação conduzida por estudantes durante o feriado de Páscoa. O veículo foi colocado em configuração de voo por volta das 12h. As etapas mais críticas se concentraram no abastecimento do tanque de oxidante, que exigiu diversas intervenções e impactou diretamente o cronograma de lançamento.

O lançamento ocorreu às 18h06 (horário local), mas o voo ficou abaixo do desempenho esperado, principalmente por causa do nível de oxidante no momento da decolagem, que estava abaixo do planejado. Com isso, o foguete atingiu uma altitude bem menor do que a prevista. Ainda assim, o sistema de recuperação funcionou como esperado, permitindo que o veículo retornasse ao solo com danos mínimos.

Até agora, os resultados indicam que a estrutura da fuselagem é robusta. O Elara II reutilizou a estrutura do foguete Odisseia II, lançado na Latin American Space Challenge de 2025. Também há sinais positivos no funcionamento do sistema de mitigação do efeito “zipper”, embora as condições do voo não tenham sido críticas para esse tipo de ocorrência. Novas análises ainda serão realizadas para uma avaliação mais conclusiva.

O projeto “Mini”, de foguetes experimentais, começou há quase dez anos, após uma operação realizada em setembro de 2017 no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, da Força Aérea Brasileira, em Natal (RN). Na ocasião, o grupo da USP participou com o foguete Imperius, em cooperação com a equipe Minerva Rockets, da UFRJ. A experiência evidenciou a importância do treinamento operacional estruturado e contribuiu diretamente para viabilizar missões como a Elara II, em Pirassununga.

O desenvolvimento e a operação de um motor híbrido como o Nêmesis reforçam o compromisso do Projeto Jupiter com a inovação e o avanço tecnológico no setor aeroespacial. Nesse contexto, a missão Elara II também reflete a busca contínua por excelência em engenharia, alinhada à tradição da Escola Politécnica da USP na formação de engenheiros e no desenvolvimento de soluções tecnológicas de alto impacto.

O Projeto Jupiter tem apoio e patrocínio dos Amigos da Poli e apoio técnico e fornecimento de insumos essenciais para as atividades do projeto da Air Liquide e Gás Norte.

Fonte: Jornal da USP.

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