O embaixador de Cuba no Panamá, Víctor Cairo Palacios, manifestou forte repúdio ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos contra seu país durante uma entrevista ao programa ‘Líder de Opinión’, da emissora KW Continente, no dia 10 de abril de 2026.
O diplomata denunciou que essa política de Washington se intensificou nos últimos meses, com um cerco energético que tem causado sérios impactos em diversas áreas da vida cubana.
Um dos setores mais afetados é o da saúde, onde mais de 60 mil cirurgias foram adiadas, incluindo 11 mil procedimentos em crianças, evidenciando a gravidade das restrições impostas.
O bloqueio também compromete outros segmentos essenciais da sociedade cubana, como a produção de alimentos, o transporte público e a educação.
A escassez de combustível tem gerado apagões que superam 15 horas diárias em várias regiões da ilha.
Segundo o embaixador, desde a vitória da Revolução Cubana em 1959, os Estados Unidos buscam desestabilizar o país por meio de ações que incluem tentativas de invasões armadas e incentivos à desobediência civil, esforços que não alcançaram os objetivos pretendidos por Washington.
O diplomata destacou a resiliência do povo cubano, que se organiza para proteger sua soberania por meio do conceito de ‘Guerra de Todo o Povo’.
Essa estratégia envolve resistência às dificuldades impostas pela escassez de recursos e a manutenção de programas prioritários para preservar setores fundamentais.
Ele também enfatizou o papel crucial do apoio internacional, citando países como México, Rússia, China e nações amigas, incluindo o próprio Panamá, cujas parcerias têm fornecido materiais escolares, insumos médicos e painéis solares, ajudando a mitigar as carências enfrentadas pela população cubana.
Víctor Cairo Palacios ironizou ainda as frequentes declarações dos Estados Unidos sobre ‘direitos humanos’ e ‘liberdade’, apontando contradições evidentes.
Enquanto pregam valores democráticos, os EUA são acusados de financiar e apoiar ações que resultam na morte de jornalistas e civis em regiões como Gaza, uma hipocrisia que, segundo o embaixador, não passa despercebida pela comunidade internacional.
Mais detalhes sobre suas declarações podem ser encontrados em uma publicação do jornal Granma, que acompanha de perto as posições do governo cubano e de seus representantes no exterior.
Por fim, o embaixador reafirmou a determinação do povo cubano em defender seus ideais humanistas e solidários.
Ele anunciou que 2026 será um ano de celebrações marcantes para Cuba, incluindo a lembrança da Batalha de Playa Girón, em abril de 1961, descrita por ele como ‘a primeira grande derrota do imperialismo ianque na América Latina’.
Outro destaque será a homenagem ao centenário de nascimento de Fidel Castro, líder histórico da Revolução Cubana, a ser comemorado em 13 de agosto de 2026, reforçando o legado de resistência e soberania do país diante das adversidades impostas pelo bloqueio econômico.
Com informações de prensa-latina.cu.


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