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Israel intensifica ataques em Gaza e mata pelo menos sete palestinos

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 11/04/2026 12:01

Pelo menos sete palestinos perderam a vida em decorrência de ataques israelenses na Faixa de Gaza. Os bombardeios atingiram áreas nas regiões central e sul do território, com destaque para um ataque de drone que alvejou um grupo de civis no campo de refugiados de Bureij.

Um porta-voz do serviço de resgate civil de Gaza relatou que dois mísseis foram disparados nas proximidades de um posto policial no mesmo campo. Fontes médicas, em contato com a Al Jazeera, confirmaram que o ataque impactou civis na área conhecida como ‘Bloco 9’ de Bureij, resultando em múltiplas mortes e ferimentos graves.

As equipes de resgate enfrentaram enormes obstáculos para trasladar os corpos e os feridos até instalações médicas próximas. O hospital al-Aqsa, localizado na região central de Gaza, informou ter recebido seis corpos e sete feridos, dos quais quatro encontram-se em estado crítico.

Já o hospital al-Awda, nas imediações, registrou uma morte e dois feridos. Em um incidente separado, no sul de Gaza, o Complexo Médico Nasser reportou três feridos após um ataque de drone israelense contra uma tenda de deslocados na cidade de Bani Suheila, a leste de Khan Younis.

Além dos ataques aéreos, intensos bombardeios de artilharia e disparos de tanques israelenses foram registrados nas proximidades de Bani Suheila e a leste da Cidade de Gaza. Desde o início do conflito, em outubro de 2023, mais de 72.300 palestinos foram mortos, conforme dados do Ministério da Saúde de Gaza.

Deste total, pelo menos 738 óbitos ocorreram após o cessar-fogo iniciado em janeiro de 2026. Apenas no mês de abril de 2026, pelo menos 32 mortes foram contabilizadas, incluindo a do jornalista da Al Jazeera, Mohammed Wishah, vítima de um ataque a oeste da Cidade de Gaza.

O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, expressou repúdio à escalada de violência promovida por Israel em Gaza, apontando para um ciclo de mortes que demonstra a ausência de responsabilização. Turk destacou que, nos dias que antecederam 11 de abril de 2026, palestinos continuaram sendo atingidos em suas residências, abrigos improvisados, tendas de famílias deslocadas, ruas, veículos, centros de saúde e até mesmo em salas de aula.

Paralelamente, na Cisjordânia ocupada, forças e colonos israelenses invadiram residências e comunidades, ampliando uma campanha de expansão de assentamentos considerados ilegais pelo direito internacional. A agência de notícias palestina Wafa informou que forças israelenses detiveram sete pessoas a leste de Qalqilya e conduziram operações de prisão e interrogatório em Bir al-Basha, próximo a Jenin.

Em al-Maniya, colonos atacaram moradores ao iluminar casas com luzes ofuscantes, enquanto na vila de Duma, no governadorado de Nablus, uma residência foi incendiada, conforme relato de Suleiman Dawabsheh, chefe do conselho local.

Veículos de mídia israelenses noticiaram a aprovação sigilosa de 34 novos assentamentos ilegais na Cisjordânia, somando-se aos 68 já autorizados desde que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu assumiu o cargo em dezembro de 2022. Diversos governos e entidades, como a União Europeia, Turquia, Suécia e a Organização de Cooperação Islâmica, manifestaram rejeição à medida, classificando-a como uma afronta às normas internacionais.

Com informações de aljazeera.com.

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