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Al Jazeera denuncia que Israel usa ataque sistemático à UNRWA como pilar de genocídio contra palestinos

0 Comentários🗣️🔥 No dia 5 de abril de 2026, a Al Jazeera publicou artigo assinado por Christopher Gunness no qual o autor afirma que o ataque de Israel à UNRWA é central para seu genocídio contra o povo palestino. A agência criada em 1948 é responsável por oferecer saúde primária, educação, programas de nutrição materno-infantil […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 12/04/2026 00:41

No dia 5 de abril de 2026, a Al Jazeera publicou artigo assinado por Christopher Gunness no qual o autor afirma que o ataque de Israel à UNRWA é central para seu genocídio contra o povo palestino.

A agência criada em 1948 é responsável por oferecer saúde primária, educação, programas de nutrição materno-infantil e diversos outros serviços essenciais para milhões de refugiados palestinos espalhados pela região.

Além disso, a UNRWA mantém um arquivo digital detalhado das propriedades que pertenciam aos refugiados, o que constitui uma das bases concretas para o exercício do direito de retorno — um elemento que autoridades israelenses consideram particularmente ameaçador, conforme apontou o artigo da Al Jazeera.

A partir de outubro de 2023, a campanha contra a agência se intensificou de forma dramática, porque a UNRWA se transformou em entrave direto para a estratégia israelense de bloqueio humanitário na Faixa de Gaza.

O Tribunal Internacional de Justiça, ao analisar medida cautelar solicitada pela África do Sul, concluiu em janeiro de 2024 que Israel estava impedindo a entrada de ajuda humanitária essencial no território. Uma UNRWA plenamente operacional teria condições de mitigar parte dessa crise humanitária.

Acusações de que alguns funcionários da agência mantinham ligações com o Hamas levaram a uma investigação independente liderada pela ex-ministra francesa Catherine Colonna, que publicou seu relatório no dia 22 de abril de 2024 concluindo que Israel não havia fornecido evidências concretas que respaldassem as alegações.

Mesmo assim, diversos doadores suspenderam ou reduziram drasticamente seus aportes financeiros, o que gerou uma grave crise de financiamento para a organização humanitária.

Os efeitos no terreno são devastadores. Em reportagem publicada pelo Le Monde no dia 22 de julho de 2025, mais de 300 instalações da UNRWA foram danificadas ou completamente destruídas, enquanto mais de 320 funcionários da agência perderam a vida ao longo de mais de 21 meses de operações militares israelenses iniciadas em outubro de 2023.

Casos emblemáticos incluem o bombardeio da escola Al-Awda em Khan Yunis, no dia 9 de julho de 2024, que matou ao menos 31 pessoas, muitas delas refugiados palestinos que utilizavam o local como abrigo.

Da mesma forma, no dia 6 de junho de 2024, um ataque aéreo contra uma escola da UNRWA em Nuseirat resultou na morte de pelo menos 35 civis que buscavam proteção no local.

No plano político interno israelense, a Knesset aprovou no dia 28 de outubro de 2024 duas leis que efetivamente desmantelam o acordo firmado em 1967, que garantia privilégios e imunidades à UNRWA nos territórios ocupados.

As novas regras proíbem qualquer atividade da agência em Jerusalém Oriental e em áreas controladas por Israel, o que representa um golpe severo em sua capacidade de prestar assistência aos refugiados palestinos e aprofunda o isolamento institucional da população.

Christopher Gunness recorda que o conceito jurídico de genocídio não se limita a atos de violência direta, mas inclui a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso por meio da imposição de condições de vida insustentáveis.

Relatórios de diversas instâncias das Nações Unidas — como a Comissão de Inquérito sobre os Territórios Palestinos Ocupados e o relator especial sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967 — documentam como as ações de Israel criam exatamente esse tipo de condição, ao restringir de forma extrema o acesso a alimentos, água e cuidados médicos, e ao promover o deslocamento forçado em larga escala da população palestina.

A destruição da UNRWA não é, portanto, um dano colateral, mas sim uma medida deliberada para eliminar as estruturas que permitem a sobrevivência física e a preservação dos direitos históricos do povo palestino.

Sem a agência, milhões de pessoas ficariam desprovidas de serviços básicos e o arquivo que documenta o direito de retorno seria comprometido de forma talvez irreversível.

O padrão que emerge combina desinformação destinada a minar a credibilidade da agência com a destruição física de sua infraestrutura, o assassinato de seus trabalhadores humanitários, a aprovação de leis que impedem seu funcionamento e a imposição de condições que violam direitos humanos fundamentais.

Diante das evidências acumuladas, a pressão cresce sobre a ONU e sobre os países doadores para que restabeleçam o financiamento completo à UNRWA, garantam investigações imparciais e protejam a integridade da única agência dedicada há quase oitenta anos a amparar os refugiados palestinos — impedindo que sua eliminação se consolide como componente bem-sucedido de uma campanha mais ampla.

Com informações de Agência Internacional.

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