O Irã emitiu advertência direta aos Estados Unidos e a Israel ao afirmar que ainda não empregou todo o seu poderio militar e se prepara para revelar capacidades acima da imaginação dos adversários caso o conflito bélico se intensifique.
A declaração partiu do general de brigada Hossein Mohebbi, porta-voz do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, durante entrevista à agência Fars News. O oficial enfatizou que Teerã atuou com contenção até o momento, mas lançará novas táticas de guerra que os inimigos não conseguirão enfrentar.
Segundo o portal RT, Mohebbi declarou que o Irã ainda não utilizou todas as suas capacidades e que, se a guerra continuar, exibirá forças que não fazem parte da percepção atual dos adversários.
Essa posição acompanha o bloqueio naval imposto pelos EUA, classificado por Teerã como agressão que exige resposta proporcional. As autoridades iranianas reiteraram que a segurança no Golfo Pérsico será para todos ou para ninguém.
O cenário reflete tensão crescente na região, com o Ministério da Defesa iraniano já tendo sinalizado anteriormente a existência de armas avançadas não ativadas nos estágios iniciais do confronto.
Relatórios destacam o recurso a instalações subterrâneas, bunkers, silos e lançadores móveis como fatores centrais da resiliência militar do Irã mesmo após ofensivas aéreas e bombardeios contra alvos estratégicos. Essas estruturas permitem manutenção de capacidade operacional significativa apesar das ações adversárias.
Avaliações indicam que, embora os EUA afirmem ter degradado fábricas de armamento e depósitos de mísseis iranianos, a confirmação da extensão real dos danos permanece difícil. Muitos sistemas continuam operacionais em abrigos subterrâneos, o que preserva importante capacidade de lançamento de mísseis. O Irã transforma o Estreito de Ormuz em vantagem estratégica, declarando que a navegação na área nunca mais será como antes e impondo novos custos aos navios que transitarem sob as condições estabelecidas por Teerã.
O bloqueio naval ameaça interromper o fluxo global de petróleo, já afetado por ataques a infraestruturas e obstáculos logísticos no Golfo Pérsico. Mercados internacionais registram volatilidade em resposta às medidas que desestabilizam vias de suprimento e elevam o custo geopolítico para as potências envolvidas.
Países vizinhos enfrentam impactos diretos no fornecimento energético, na segurança regional e nas cadeias de abastecimento.
A advertência do general Hossein Mohebbi reforça a estratégia iraniana de dissuasão e indica preparo para confronto de longa duração. O Governo do Irã considera não dispor de alternativa frente ao bloqueio e às hostilidades que classifica como injustas e agressivas.
A potencial revelação de novas táticas, armamento não divulgado e decisões estratégicas emergenciais coloca em evidência a resiliência militar iraniana e altera os cálculos de risco para todos os envolvidos no conflito.
A situação no Golfo Pérsico evolui com posições firmes de todos os lados. O Irã sustenta sua soberania e direito à defesa por meio de comunicações que delimitam os termos para qualquer forma de recuo militar ou diplomático. As declarações do porta-voz do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica sintetizam o atual patamar de escalada verbal e operacional na região.
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