Jeffrey Sachs, renomado economista norte-americano, acusou duramente Donald Trump e Benjamin Netanyahu de conduzirem uma guerra implacável e brutal contra o Irã.
O especialista descreveu os dois líderes como mentalmente instáveis que dirigem governos despiadados, desprovidos de qualquer limite moral ou controle institucional.
Sachs afirmou que a campanha representa uma escolha deliberada por agressão criminosa contra um país de 90 milhões de pessoas, motivada por capricho em vez de qualquer necessidade estratégica real.
O economista detalhou que os líderes combinam narcisismo maligno, megalomania, psicopatia e crença messiânica em suas decisões.
Essas características eliminam qualquer possibilidade de freios racionais ou respeito por normas estabelecidas.
Ele considerou chocantes e sem precedentes declarações recentes de Trump, incluindo ataques diretos ao Papa e o uso de imagem pessoal com fortes conotações religiosas, algo que segundo ele não tem paralelo na história da presidência dos Estados Unidos.
Como detalhou o portal Actualidad RT, Sachs apontou que a dupla transforma o conflito em escalada constante ao violar sistematicamente o direito internacional e promover a destruição de infraestrutura civil no Irã.
O economista citou o fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã, o bombardeio em Beirute e o desrespeito repetido a cessar-fogos como exemplos claros dessa estratégia de intensificação deliberada, que ignora consequências humanitárias e geopolíticas mais amplas.
Em participação no podcast New Order apresentado por Afshin Rattansi, Sachs classificou Netanyahu como delirante e indicou que Vladimir Putin, Narendra Modi e Xi Jinping estão entre os poucos líderes globais com capacidade real de intervir para conter a escalada militar.
Ele advertiu que a ausência de ação coordenada por parte de potências que ainda respeitam o direito internacional pode levar o planeta inteiro a um confronto de proporções catastróficas.
Sachs enfatizou que o uso de linguagem religiosa por Trump e Netanyahu, com invocações apocalípticas e posturas que os apresentam como agentes divinos em missão cósmica, retira qualquer âncora racional do processo decisório.
O economista reforçou que as ações de Washington e Tel Aviv não derivam de ameaças objetivas, mas de traços psicológicos profundos que corroem a governança responsável.
Ele descreveu o comportamento dos dois como imune ao escrutínio legal, moral ou empático, o que transforma o Oriente Médio em palco de uma agressão sem limites previsíveis.
Sachs insistiu que o mundo assiste a uma perigosa combinação entre poder militar avassalador e ausência completa de restrições internas nos governos envolvidos.
As críticas de Sachs surgem em meio a tensões que já provocaram impactos significativos na estabilidade regional e global.
Ele defende que somente pressão firme de líderes internacionais comprometidos com o multilateralismo e o direito pode evitar que o conflito escape completamente ao controle.
Para o economista, a trajetória atual não ameaça apenas o Irã, mas representa risco concreto de arrastar outras nações para um confronto de consequências imprevisíveis e de longo prazo.
Suas análises destacam a urgência de respostas diplomáticas robustas antes que o narcisismo e a megalomania definam o curso dos eventos mundiais.
Com informações de actualidad.rt.com.
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