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Celular de Vorcaro revela ofensiva para contratar influenciadores em defesa do Banco Master

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REPRODUÇÃO

Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro indicam negociação para contratar influenciadores digitais. O objetivo seria melhorar a imagem do Banco Master durante questionamentos sobre sua situação financeira.

A informação surge a partir de análise da Polícia Federal.

Segundo a investigação, conversas encontradas no aparelho mostram tratativas com a agência Spark, especializada em marketing de influência, para promover conteúdos favoráveis ao banco.

O contexto é central para entender o caso.

As negociações teriam ocorrido em um momento de forte pressão sobre o Banco Master, que enfrentava suspeitas sobre sua solidez e posteriormente entrou em colapso regulatório.

O material analisado inclui mensagens de WhatsApp.

Em uma das conversas, aparece a estrutura de uma campanha digital:

“Reels + combo de stories + direito de repost”, voltada para conteúdos sobre investimentos ligados ao banco.

A proposta incluía nomes do mercado financeiro.

Um dos influenciadores citados foi Renoir Vieira, conhecido por comentar investimentos. Ele confirmou que recebeu a proposta, mas afirmou que recusou qualquer participação.

“Não fiz nenhuma publicação patrocinada”, declarou.

A agência Spark também se manifestou.

Em nota, informou que chegou a ser procurada, mas decidiu não seguir com o projeto por considerar a proposta incompatível com seus critérios éticos.

Segundo a empresa, nenhum contrato foi firmado com influenciadores.

O episódio amplia o escopo da investigação.

A Polícia Federal apura se houve uso estruturado de influenciadores para influenciar a opinião pública em favor do banco, inclusive com críticas a autoridades do Banco Central.

Esse ponto é considerado sensível.

Caso confirmado, indicaria tentativa de interferência no ambiente regulatório e no debate público sobre a instituição.

A apuração não é isolada.

Outra agência, a Mithi, também aparece nas investigações, com indícios de atuação semelhante em campanhas digitais relacionadas ao caso.

O conteúdo do celular é peça-chave.

Peritos acessaram grande volume de dados, incluindo mensagens, vídeos e registros que podem ampliar o alcance das investigações.

A expectativa é que novas frentes surjam a partir desse material.

No plano institucional, o caso levanta um debate mais amplo.

O uso de influenciadores digitais em temas financeiros passa a ser observado sob maior rigor, especialmente quando envolve possíveis interesses econômicos ocultos.

Para o sistema financeiro, o impacto é direto.

A confiança em instituições depende da transparência das informações e da credibilidade das comunicações ao público.

No plano regulatório, o episódio pode acelerar discussões sobre regras para publicidade financeira em redes sociais.

Hoje, esse campo ainda tem lacunas, principalmente no que diz respeito à atuação de influenciadores.

O dado central não é apenas a negociação.

É o método.

A possível utilização de redes sociais para moldar percepção sobre uma instituição sob investigação aponta para uma nova dimensão de disputa no mercado financeiro.

E coloca o uso de influência digital no centro de um caso com implicações econômicas, políticas e regulatórias.

Com informações do Estadão

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