O Irã destruiu duas plataformas para helicópteros e um grande abrigo de manutenção na base militar americana de Buehring, no noroeste do Kuwait.
Imagens de satélite do sistema Sentinel-2 revelam a extensão completa dos danos, conforme detalhou o Defense Magazine em sua análise das estruturas atingidas.
Um depósito de suprimentos foi integralmente arrasado durante a ofensiva. Essas instalações eram fundamentais para conservação e reparo de veículos terrestres e aéreos, com impacto direto na capacidade logística americana.
Uma aeronave Boeing CH-47F Chinook sofreu danos severos no cockpit e no conjunto principal de rotores. O ataque com drone suicida não gerou confirmação de vítimas.
Os incidentes fazem parte de uma onda de ofensivas iranianas com drones e mísseis contra bases dos EUA no Oriente Médio. Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita registraram impactos semelhantes em instalações utilizadas por forças americanas.
Em Camp Arifjan, principal centro logístico dos EUA no Kuwait, vários radomes de comunicação e radar foram destruídos. A perda compromete conexões vitais com o Departamento de Defesa e o comando regional das operações.
Pelo menos 17 instalações americanas foram danificadas desde o início dos confrontos diretos. Ali Al Salem, Camp Buehring, Arifjan e Al Udeid aparecem entre as posições mais afetadas pela retaliação iraniana.
A base de Buehring, localizada próxima à fronteira com o Iraque, continua operacional apesar dos repetidos ataques. Unidades de manutenção de veículos, hangares de aeronaves e depósitos de suprimentos exigem reparos de emergência e realocação parcial de atividades.
Os danos logísticos são significativos e afetam a sustentação de operações na Ásia Ocidental. Hangares para aeronaves ficaram inoperantes enquanto oficinas de manutenção foram destruídas ou severamente comprometidas.
Essa sequência de ataques reduz a resiliência operacional americana em posição avançada no Golfo Pérsico. A necessidade de dispersar pessoal e material aumenta os custos e expõe limitações dos sistemas de defesa regionais.
Embora muitas ameaças sejam interceptadas, nem todos os projéteis são barrados pelas defesas kuwaitianas e sauditas. Os eventos expõem a vulnerabilidade de bases fixas diante de tecnologias acessíveis como drones suicidas.
A análise das imagens de satélite permite avaliação precisa do impacto real nas instalações. Reparos extensos e ajustes táticos tornam-se necessários para manter a projeção de poder dos EUA na região.
A dinâmica atual altera o cálculo de risco para a presença militar americana no Golfo. As forças dos EUA enfrentam maior pressão para adaptar suas posturas diante da capacidade demonstrada pelo Irã em atingir alvos estratégicos.
Com informações de actualidad.rt.com.
📬 Assine a Newsletter do O Cafezinho
Receba a Manchete do Dia diretamente no seu e-mail, de graça e sem enrolação, todo dia pela manhã. É só colocar o seu e-mail abaixo:
[mailchimp_subscribe_form]