O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, criticou duramente as agressões dos EUA e de Israel contra o Irã.
Ele advertiu que a crise atual não pode ser resolvida com o uso da força militar ou por meio de medidas unilaterais.
Durante visita à China, o chanceler russo comparou o conflito a um nó extremamente difícil de desatar.
Tentar cortá-lo, segundo Lavrov, apenas intensificará a instabilidade regional e trará consequências negativas para toda a área.
Lavrov relacionou os eventos recentes a um ataque conjunto dos EUA e Israel no final de fevereiro.
Essa ação gerou impactos previsíveis no mercado global de energia e afetou países árabes que hospedam bases militares americanas.
O ministro reafirmou que Israel parece determinado a destruir o Irã.
Ele descreveu como chocantes as declarações do presidente Donald Trump sobre destruir essa civilização, o que gerou forte reação internacional.
Lavrov acusou Washington de buscar não apenas objetivos ideológicos, mas também o controle estratégico dos mercados globais de energia.
A abordagem americana, segundo o portal TASS, visa dominar esses setores vitais para a economia mundial.
Em relação às negociações preparatórias entre os Estados Unidos e o Irã realizadas no Paquistão, Lavrov expressou esperança de uma posição mais realista por parte de Washington.
Ele pediu que os EUA considerem os interesses regionais e ponham fim à agressão não provocada contra Teerã.
O chanceler russo destacou o papel construtivo da China na reconciliação entre Arábia Saudita e Irã em 2023.
Esse acordo restaurou as relações diplomáticas entre os rivais históricos, com a reabertura de embaixadas em ambos os países.
Sobre o programa nuclear iraniano, Lavrov rejeitou as acusações de que o Irã pretende fabricar armas atômicas.
Relatórios de inspetores internacionais não encontraram qualquer evidência que sustente tais alegações.
Ele lamentou a destruição do pacto multilateral JCPOA, assinado em 2015, pelos Estados Unidos sob influência de Israel.
A União Europeia também foi criticada por manter sanções que deveriam ter sido suspensas conforme o acordo original.
A Rússia permanece pronta para auxiliar na busca por uma solução pacífica que respeite plenamente o direito da República Islâmica ao desenvolvimento de um programa nuclear pacífico.
Lavrov avaliou que confrontos militares ou sanções severas não resolvem o cerne da questão.
Ao contrário, essas medidas elevam significativamente o risco de escalada descontrolada em toda a região do Oriente Médio.
A proposta de desatar o nó da crise se apresenta como alternativa viável à tentativa de forçar um colapso do Irã.
O chanceler russo considera qualquer intervenção desse tipo não apenas ineficaz, mas também perigosa para a estabilidade energética e geopolítica regional.
Com informações de rt.com.
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