O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguéi Lavrov, denunciou que a militarização da União Europeia avança de modo acelerado e com força crescente. A declaração ocorreu durante visita oficial de dois dias à China, em entrevista coletiva, conforme detalhou o portal Actualidad RT.
Lavrov enfatizou o crescimento estrutural do aparato militar europeu. Ele alertou que a velocidade e a intensidade dessa militarização indicam preparação da União Europeia para um papel mais ativo em segurança e defesa.
Essa evolução altera o contexto geopolítico na visão de Moscou. O chanceler russo reuniu-se com Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China, e com o presidente Xi Jinping.
Os diálogos abordaram a situação no Oriente Médio, a dinâmica no Indo-Pacífico e a crise na Ucrânia. O Ministério das Relações Exteriores chinês confirmou o teor das conversas estratégicas.
A visita consolida laços diplomáticos entre Rússia e China. Os dois países mantêm posição crítica à expansão militar ocidental e à cooperação entre OTAN e União Europeia.
Lavrov criticou repetidamente as ações da OTAN e da União Europeia. Ele afirma que ambas as organizações atravessam crises profundas após o Ocidente ignorar compromissos firmados com Moscou.
Promessas históricas de não expansão da Aliança Atlântica foram violadas. Essa conduta modificou as condições de segurança no continente europeu, segundo o chanceler russo.
A OTAN e a União Europeia atuam cada vez mais como bloco militar unificado. As distinções operacionais entre as duas estruturas se reduzem de forma contínua.
Desde o início da crise na Ucrânia, o bloco europeu destinou recursos significativos ao setor de defesa. Medidas incluem elevação de orçamentos militares, fortalecimento de capacidades dissuasórias e integração mais estreita com a OTAN.
Essas iniciativas representam ameaça direta à segurança russa na avaliação de Moscou. Lavrov indicou que respostas proporcionais serão adotadas caso medidas hostis ultrapassem as linhas vermelhas definidas pela Rússia.
Projetos como o ReArm Europe preveem investimentos bilionários em armamento até 2030. A Rússia incorpora esses planos em seu planejamento militar de longo prazo.
Moscou identifica mudança irreversível no equilíbrio estratégico junto às suas fronteiras. O Kremlin ajustará sua doutrina de defesa para responder a essa nova configuração regional.
Lavrov reforçou que a militarização europeia não pode ser interpretada apenas como esforço defensivo. A cooperação OTAN-União Europeia dilui fronteiras e amplia o potencial de confronto direto.
A Rússia observa com atenção o ritmo dos investimentos europeus em defesa. Essa tendência obriga Moscou a recalibrar suas prioridades militares e sua postura estratégica no continente.
Com informações de actualidad.rt.com.
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