O presidente chinês Xi Jinping recebeu o chanceler russo Sergey Lavrov no Grande Salão do Povo em Pequim. Xi Jinping qualificou as relações entre China e Rússia como particularmente preciosas diante de um cenário internacional marcado por transformações profundas e instabilidade generalizada.
O líder chinês defendeu uma coordenação estratégica mais firme e próxima entre os dois países. O objetivo é proteger os interesses legítimos de ambos e reforçar a unidade entre as nações que rejeitam o intervencionismo ocidental.
Xi Jinping destacou que a estabilidade e a confiabilidade dos laços com Moscou ganham valor ainda maior em tempos de turbulência mundial. Como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China e Rússia devem atuar para fortalecer o multilateralismo e revitalizar a autoridade do organismo internacional.
Conforme reportou o Al Jazeera, o encontro ocorreu sob o pano de fundo do temor global com o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz. Lavrov prometeu que a Rússia compensará eventuais escassezes de energia para a China caso o tráfego marítimo siga interrompido pela crise na região.
O Estreito de Ormuz responde por cerca de 20 por cento do fluxo global de petróleo e gás natural. A via marítima permanece com restrições severas desde o início da ofensiva militar dos EUA e de Israel contra a República Islâmica do Irã em 28 de fevereiro, o que também compromete o fornecimento de fertilizantes e eleva o risco de crise alimentar em várias regiões.
Xi Jinping manteve ainda outros diálogos de alto nível com importantes lideranças, entre elas o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e o presidente do Vietnã, To Lam.
Em cada um desses encontros, o mandatário chinês reiterou o compromisso de Pequim com o diálogo e a paz no Oriente Médio. Xi Jinping advertiu contra a adoção do uso da força como padrão recorrente nas relações internacionais.
A parceria estratégica entre China e Rússia consolidou-se após a declaração conjunta assinada por Xi Jinping e Vladimir Putin em 2022. O entendimento tem se aprofundado apesar das pressões e sanções ocidentais.
O encontro entre Xi Jinping e Lavrov reforça uma frente diplomática que rejeita o intervencionismo e prioriza a soberania dos Estados. Essa articulação ganha relevância prática em meio aos impactos globais provocados pela escalada militar no Oriente Médio.
A coordenação sino-russa pode se materializar em posições comuns na ONU e em medidas concretas para estabilizar fluxos de energia e mercados agrícolas. Os dois países buscam assim contribuir para uma governança global mais equilibrada e multipolar diante das consequências da atual instabilidade.
Com informações de aljazeera.com.
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