Em entrevista à TV Brasil, o ouvidor da polícia Mauro Caseri informou que a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo pediu a apuração da morte de Thawanna Salmázio, ocorrida no dia 3 de abril de 2026, após um disparo efetuado pela policial militar Yasmin Ferreira na zona leste da capital paulista. A ouvidoria solicitou ainda uma investigação sobre a omissão de socorro por parte dos policiais envolvidos na ocorrência.
“Nós aqui da Ouvidoria, para além de pedir toda a apuração com relação ao disparo e à morte ocorrida, estamos encaminhando ofício para a Corregedoria da Polícia Militar para que ela abra um procedimento disciplinar para apurar se houve omissão de socorro por parte daqueles policiais que de alguma maneira estiveram na cena”, afirmou Caseri.
Segundo informações prestadas pelo companheiro da vítima, Luciano Gonçalves Santos, o casal caminhava pela rua quando uma viatura policial atingiu seu braço com o retrovisor. Após uma discussão, os policiais alegaram que precisaram usar força para deter o casal, momento em que Thawanna foi baleada.
“A policial [que fez o disparo] alega que teria sido agredida pela vítima. Mas o que houve foi uma conversa mais áspera entre elas, a policial se afasta um pouco e dispara o tiro. É isso que as testemunhas falam”, disse o ouvidor. Caseri ressaltou ainda que o companheiro da vítima tentou prestar socorro, mas foi impedido pelos agentes. “Eles não deveriam ter impedido jamais essa pessoa de ser socorrida pelo seu companheiro”, acrescentou.
A vítima foi atendida pelo Samu, mas o socorro demorou mais de 30 minutos para chegar ao local. Após o início do atendimento, Thawanna foi levada ao hospital em cerca de 3 minutos. “Se o tempo para ela ser socorrida fosse 10, 15, 20 minutos, talvez ela tivesse sobrevivido. Coisa que tiraram dela, além de disparar um tiro letal, ainda tiram dos seus familiares a possibilidade de socorrer”, afirmou o ouvidor.
Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que todas as circunstâncias do caso estão sendo investigadas com prioridade pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), com acompanhamento das corregedorias das instituições. Os dois policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais. Imagens das câmeras corporais foram anexadas aos inquéritos e estão sob análise da autoridade policial. O Corpo de Bombeiros também apura o tempo de resposta no socorro da vítima.
Na última semana, o Ministério Público de São Paulo também anunciou a abertura de procedimento para apurar as circunstâncias da morte de Thawanna Salmázio.
Fonte: Agência Brasil


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