Presidente Lula recebe reivindicações de centrais sindicais para o período de 2026 a 2030

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 16/04/2026 00:02

Nesta quarta-feira (15 de abril de 2026), em reunião com centrais sindicais no Palácio do Planalto após marcha de trabalhadores pelas ruas de Brasília (DF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu um documento que reúne 68 reivindicações da classe trabalhadora para o período de 2026 a 2030.

“Não é pouca coisa. Em qualquer país do mundo, o presidente da República ter a sensibilidade, o compromisso de classe de sentar com os dirigentes sindicais e tratá-los de companheiros e ser tratado de companheiro. Essa é uma diferença muito grande. Porque não é sempre que a classe trabalhadora pode chegar ao palácio do presidente”, destacou Lula.

As propostas apresentadas foram definidas pela plenária da Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat) 2026. Entre as reivindicações, estão a redução da jornada de trabalho sem corte de salário e o fim da escala 6×1, a valorização e o fortalecimento da negociação coletiva, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o combate à pejotização irrestrita e medidas de orientação e enfrentamento ao feminicídio.

Lula lembrou que enviou, nesta terça-feira (14 de abril de 2026), ao Congresso Nacional um projeto de lei que acaba com a escala 6×1 e diminui a jornada de trabalho para 40 horas, sem redução de salário. Ele sinalizou que precisará do apoio dos trabalhadores para aprovar o projeto. “Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de vocês de lutar pelos trabalhadores que vocês representam. Cada vez que a gente manda uma coisa para aprovar no Congresso, vocês têm que saber que vocês têm que ajudar”, afirmou.

O presidente citou avanços alcançados, como a nova política tributária e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Durante o encontro, Lula também assinou a proposta de Projeto de Lei (PL) que dispõe sobre a negociação das relações de trabalho no setor público e a representação sindical. A proposta abrange servidores e empregados públicos concursados da administração direta, autárquica e fundacional da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ressaltou que não há democracia sem presença sindical e destacou o crescimento do salário mínimo, do emprego e da massa salarial. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou a importância do governo dar espaço para as centrais apresentarem suas demandas, afirmando que os temas colocados representam os anseios de muitos trabalhadores.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, destacou a relevância do projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1, pontuando que o avanço da produtividade e o advento de tecnologias como a inteligência artificial devem se refletir em mais tempo para o lazer, descanso e qualificação profissional dos trabalhadores. O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, defendeu a redução da jornada como prioridade máxima, alertando para a necessidade de enfrentar a resistência de grupos empresariais.

Clemente Ganz, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, apontou que mulheres e jovens serão os mais impactados pela inovação tecnológica e pela IA, defendendo um novo pensamento sobre o tempo de trabalho. Sônia Zerino, presidenta da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), enfatizou a importância de incorporar a luta em defesa da vida das mulheres e o combate ao feminicídio nas pautas sindicais.

A proposta de PL assinada nesta quarta-feira visa instituir em lei a necessidade de negociação das relações de trabalho em todos os Poderes e entes federativos, garantindo flexibilidade conforme as especificidades locais e assegurando o direito de organização sindical, com licença remunerada para o exercício de mandato sindical.

Fonte: Governo Federal

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