O Ártico registrou sua menor extensão máxima de gelo marinho desde o início das medições por satélite em 1979.
O National Snow and Ice Data Center (NSIDC), em parceria com a NASA, informou que a cobertura atingiu 14,29 milhões de quilômetros quadrados em 15 de março. Esse valor empata estatisticamente o recorde negativo de 2025, que marcou 14,31 milhões de quilômetros quadrados em 22 de março.
Os dados confirmam a continuidade de uma tendência de redução acentuada na cobertura congelada mesmo no pico do inverno. A extensão do gelo marinho é calculada em áreas onde pelo menos 15% do oceano apresenta cobertura de gelo.
A máxima de 2026 ficou 1,36 milhão de quilômetros quadrados abaixo da média registrada entre 1981 e 2010. Essa diferença corresponde a uma área superior à de diversos países de porte médio.
Pesquisadores destacam que o problema vai além da simples extensão territorial e atinge também a qualidade do gelo. O gelo perene antigo e espesso vem sendo substituído por camadas jovens e frágeis.
Esse gelo sazonal derrete com muito mais facilidade assim que as temperaturas sobem nas estações quentes. Essa substituição reforça ciclos de aquecimento tanto oceânico quanto atmosférico na região polar.
Com menos gelo para refletir a luz solar, o oceano absorve maior quantidade de calor e acelera o aquecimento global. As consequências alcançam o clima do planeta inteiro.
A redução da cobertura ártica enfraquece o gradiente térmico entre os polos e o equador e desestabiliza correntes atmosféricas importantes. Essas alterações influenciam padrões de chuva em regiões tropicais e modificam regimes de temperatura no Hemisfério Sul.
Recordes de baixa extensão no inverno indicam maior probabilidade de degelos extremos durante o verão seguinte. Especialistas observam que o Ártico entra em nova fase de vulnerabilidade climática.
Quando o gelo não consegue se recuperar plenamente mesmo nos meses mais frios, o sistema como um todo perde resiliência. Segundo o portal do NSIDC, os dados de satélite desde 1979 mostram declínio consistente na cobertura de gelo marinho.
As observações revelam perdas tanto em extensão quanto em espessura ao longo das últimas décadas. O gelo marinho exerce papel central na regulação térmica global e na manutenção de habitats polares.
Sua redução contribui para alterações nos níveis dos oceanos e para o desequilíbrio de ecossistemas sensíveis.
Com informações de olhardigital.com.br.
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