O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que o Estreito de Hormuz está completamente aberto para todas as embarcações comerciais.
A declaração foi formalizada em comunicado oficial do governo de Teerã e se aplica ao período restante do cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos.
O acordo mediado pelo Paquistão inclui ainda uma trégua em território libanês. As autoridades marítimas iranianas coordenarão diretamente o retorno do tráfego, conforme detalhou o portal Adnkronos.
Donald Trump reagiu de imediato por meio de publicação na Truth Social. Ele agradeceu o alívio ao tráfego comercial internacional, mas reforçou que o bloqueio naval contra o Irã permanece em vigor até o cumprimento integral dos termos negociados.
O presidente americano criticou duramente os membros da OTAN em suas declarações públicas. Trump acusou a aliança de inutilidade no confronto atual e exigiu que seus integrantes deixem de se manter distantes das operações na rota estratégica.
Diversos países da OTAN recusaram o convite dos EUA para participar de ações navais no Estreito de Hormuz. Eles argumentam que não integraram o início do conflito e temem ser arrastados para uma guerra de proporções ainda maiores.
O fechamento temporário da via marítima provocou perturbações significativas no comércio global de petróleo. Aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado no mundo passa pela região todos os anos.
A interrupção elevou os preços internacionais de combustíveis nas últimas semanas. A reabertura anunciada pelo Irã tende a aliviar as pressões energéticas globais, desde que o cessar-fogo seja rigorosamente respeitado por todas as partes.
Autoridades de Israel questionaram a abrangência real dos acordos firmados. Elas sustentam que o cessar-fogo não abrange operações em território libanês, o que gera incertezas sobre a estabilidade do pacto.
A posição israelense adiciona complexidade ao cenário regional. Qualquer nova escalada pode comprometer rapidamente a trégua estabelecida entre o Irã e os Estados Unidos.
O episódio evidencia o isolamento diplomático dos EUA mesmo entre aliados históricos da OTAN. A aliança demonstra clara relutância em seguir as demandas americanas para um envolvimento direto no Oriente Médio.
O cessar-fogo de duas semanas representa uma pausa temporária após intensa escalada de tensões. Seu sucesso dependerá do cumprimento estrito dos compromissos assumidos por iranianos, americanos e demais atores regionais.
Agências internacionais acompanham os movimentos navais e diplomáticos. A segurança do fluxo de petróleo continua elemento central para a estabilidade da economia mundial.
Com informações de ansa.it.
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