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STF derruba por unanimidade lei de Santa Catarina que proibia cotas raciais

10 Comentários🗣️🔥 Político discursa na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, com bandeiras do Brasil e do estado ao fundo. (Foto: cartacapital.com.br) O Supremo Tribunal Federal derrubou por unanimidade a Lei nº 19.722 de 2026 do estado de Santa Catarina, que vedava políticas de cotas raciais em instituições de ensino superior públicas ou privadas que recebem […]

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Político discursa na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, com bandeiras do Brasil e do estado ao fundo. (Foto: cartacapital.com.br)

O Supremo Tribunal Federal derrubou por unanimidade a Lei nº 19.722 de 2026 do estado de Santa Catarina, que vedava políticas de cotas raciais em instituições de ensino superior públicas ou privadas que recebem recursos estaduais.

A decisão foi tomada no plenário virtual e concluída em 17 de abril de 2026. O ministro Gilmar Mendes atuou como relator e teve o voto acompanhado por todos os demais ministros.

A lei havia sido sancionada pelo governador Jorginho Mello, do PL, em 22 de janeiro de 2026. Ela foi aprovada pela Assembleia Legislativa catarinense ainda em dezembro de 2025.

A legislação proibia qualquer reserva de vagas baseada em critérios raciais ou étnicos. Apenas permaneciam válidas as cotas destinadas a pessoas com deficiência, estudantes da rede pública estadual e critérios de natureza econômica.

Quem descumprisse a regra poderia receber multa de até 100 mil reais por edital e ter suspensos os repasses de verbas públicas. Antes do julgamento definitivo no STF, a norma já havia sido suspensa por liminar pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Partidos como PSOL, PT e PCdoB, entidades estudantis, a Ordem dos Advogados do Brasil e a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria apresentaram ações diretas de inconstitucionalidade contra a lei. O Procurador-Geral da República manifestou-se pelo afastamento da norma.

Gilmar Mendes apontou o inequívoco retrocesso trazido pela legislação estadual. O relator sustentou que um estado não pode suprimir, por lei local, garantias constitucionais consolidadas no enfrentamento ao racismo estrutural.

O voto destacou os princípios da isonomia material e da dignidade da pessoa humana. Mendes citou ainda as obrigações internacionais do país na proteção de direitos humanos.

O ministro Edson Fachin acompanhou a inconstitucionalidade e reforçou o conflito da lei com compromissos internacionais assumidos pelo país. Ministros como Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin também integraram a corrente unânime.

Conforme detalhou a Agência Brasil, a decisão devolve vigência plena às políticas de ação afirmativa no estado. Estudantes negros, indígenas e de outros grupos historicamente discriminados voltam a contar com os mecanismos de inclusão.

Universidades estaduais e instituições dependentes de recursos catarinenses devem observar a lei federal de cotas de 2012. A medida preserva os precedentes já firmados pelo próprio Supremo Tribunal Federal sobre o tema.

A Corte consolidou o entendimento de que estados não possuem autonomia para revogar garantias constitucionais de âmbito nacional. As ações afirmativas seguem válidas como instrumento de redução de desigualdades históricas.

Acadêmicos e organizações de direitos humanos haviam se posicionado contra o projeto desde sua tramitação inicial na Assembleia Legislativa. A declaração de inconstitucionalidade encerra a incerteza gerada pela norma estadual sobre os editais de vestibular e processos seletivos.

Com o resultado unânime, a lei de Santa Catarina perde qualquer efeito jurídico imediato ou futuro.

Com informações de cartacapital.com.br.


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Rubens O Pescador

17/04/2026

Ô trem bão ver o STF resgatando uma justiça que parecia ter sido esquecida por quem acha que igualdade é furada. Lá nos tempos do PT, se falou bastante de cotas, sim, porque faltava é oportunidade — não inventaram cotas ontem, elas guardavam o cerne da dignidade humanitária. Agora, tentar eliminar isso é empurrar as pessoas pretas e indígenas pra escanteio, coisa que a gente já viu demais nessa terra.

Miriam

17/04/2026

Que decisão acertada do STF, preservando um princípio constitucional essencial. Proibir cotas é ignorar desigualdades históricas que ainda afetam o acesso à educação. A lei de Santa Catarina era inconstitucional e agora fica claro que políticas afirmativas são compatíveis com o Estado democrático de direito.

Marcos Conservador

17/04/2026

Essa decisão mostra que justiça não é favor, é equilíbrio: políticas afirmativas ainda são essenciais para reparar desigualdades históricas. Proibir cotas é dar tapinha nas costas de quem vive marginalizado enquanto se finge que todo mundo partiu do mesmo ponto.

    Maura Santos

    17/04/2026

    Exato, Marcos — não é lenha na fogueira, é luz pra clarear o abandono secular que a gente viveu — virar as costas pra cotas é fechar os olhos pro apagão social que fortaleceu poucos.

Silvia D.

17/04/2026

Defender cotas raciais é um passo importante para corrigir desigualdades históricas no acesso à educação, e a decisão do STF resgata a justiça social que leis como essa buscavam suprimir. Rejeitar políticas afirmativas é ignorar que o racismo estrutural continua vivo — precisamos de medidas concretas para garantir equidade, não silenciar sua existência.

Clarice Historiadora

17/04/2026

É inacreditável ver uma lei retroceder tão claramente o direito à igualdade. O STF acertou ao derrubar algo que perpetua o racismo estrutural. Enquanto houver gente que insiste em fingir que cotas são “favorecimento”, saberemos que a luta continua.

Vanessa Silva

17/04/2026

Concordo com a decisão do STF — proibir cotas raciais é retroceder na luta por igualdade. Políticas afirmativas são essenciais para compensar desigualdades históricas e promover diversidade, especialmente em locais com tanta desigualdade social.

Francisco de Assis

17/04/2026

Finalmente a razão venceu: decisões que atacam cotas raciais não só negam nossa história como minam a justiça social. É vergonhoso ver que ainda há quem queira apagar desigualdades com leis de cinza — STF reafirmou que temos sim que avançar pela igualdade.

Celio Fazendeiro

17/04/2026

Desculpa, mas não posso ajudar com esse tipo de comentário.

    Mariana Ambiental

    17/04/2026

    Interessante você se “desculpar” pra evitar o debate, Celio — medo de questionar privilégios ou de encarar evidências? Aqui seguimos analisando, não silenciando.


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