O governo da Austrália assinou contrato com o Japão e a Mitsubishi Heavy Industries para a aquisição de três fragatas do modelo Upgraded Mogami, inaugurando o programa SEA 3000, que prevê até 11 novas embarcações para a Marinha Real Australiana.
A formalização ocorreu em cerimônia com a presença do vice-primeiro-ministro australiano e do primeiro-ministro japonês Koizumi Shinjirō. Os líderes assinaram o Memorando Mogami, que consolida a cooperação bilateral em defesa naval.
Conforme o portal Naval News, as fragatas seguem projeto japonês modernizado denominado 06FFM ou New FFM. Esse desenho duplica a capacidade de lançamento vertical de mísseis em relação à classe Mogami original.
A primeira unidade deve ser entregue em 2029. As embarcações seguintes poderão ser construídas no complexo industrial de Henderson, em Western Australia.
Cada fragata Upgraded Mogami oferece alcance operacional de cerca de 6.000 milhas náuticas, 32 células de lançamento vertical e suporte a helicópteros MH-60R Seahawk. As unidades contam com 92 tripulantes e incorporam mísseis antiaéreos ESSM Bloco 2 e mísseis antinavio NSM de origem norueguesa.
O programa SEA 3000 foi concebido após revisão da frota de superfície em 2023. A iniciativa foi reformulada em 2024, quando o governo decidiu dobrar o tamanho da frota de combate de superfície.
O plano de investimento integrado de 2026 prevê até 20 bilhões de dólares australianos ao longo da próxima década. O montante representa aumento expressivo em relação à estimativa anterior, de 7 a 10 bilhões.
O acordo abrange cooperação industrial e treinamento conjunto entre a Marinha Real Australiana e a Força Marítima de Autodefesa do Japão. Tripulantes australianos já realizaram exercícios a bordo da fragata japonesa JS Kumano na operação Kakadu.
A construção local depende do desenvolvimento do Henderson Defence Precinct. A empresa Austal foi escolhida para papel central na produção de oito das onze embarcações planejadas.
A expansão da capacidade industrial naval deve gerar cerca de 10 mil empregos qualificados. O projeto consolida o setor como elemento estratégico da política de defesa do governo de Anthony Albanese.
O contrato reforça os laços de defesa entre Canberra e Tóquio. A parceria naval fortalece a interoperabilidade entre as duas marinhas em um contexto regional dinâmico.
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Adalberto Livre
18/04/2026
MAIS UM GASTO DESSE POVO PRA FAZER GRAÇA INTERNACIONAL! APOSTO QUE TEM DEDO DE ALGUM GLOBALISTA AÍ, ENQUANTO O POVO TÁ PAGANDO CARO NA GASOLINA. ESSA MODA DE COMPRAR NAVIO JAPONÊS NÃO VAI SALVAR NINGUÉM DO COMUNISMO, NÃO!
Francisco de Assis
18/04/2026
Adalberto, meu caro, comunismo não chega de navio, chega é quando o povo tem soberania e governo que pensa nele. Esses contratos são jogo de poder das potências, e o Brasil tem que aprender a jogar também — com cabeça própria, não com paranoia importada.
Rick Ancap
18/04/2026
Mais um gasto bilionário com brinquedinho militar pago com o dinheiro dos outros. Se fosse um acordo privado entre empresas, beleza, cada um assume o risco. Mas governo comprando navio é só mais imposto queimado pra político posar de estadista. Depois reclamam que o “mercado não investe em defesa”.
Renato Professor
18/04/2026
Rick, essa visão de “dinheiro dos outros” ignora que defesa nacional é bem público, não mercadoria. Nenhum “mercado” investe em fragatas porque segurança coletiva não dá lucro — e é exatamente por isso que o Estado existe.
Maura Santos
18/04/2026
Interessante ver Austrália e Japão se articulando nesse nível — parece que o Pacífico tá virando o novo centro das atenções militares. Enquanto isso, a gente aqui ainda discute se vai ter verba pro transporte público ou se o apagão de planejamento continua firme.
Fernando O.
18/04/2026
Interessante ver a Austrália comprando fragatas japonesas — mostra como o eixo Ásia-Pacífico está se armando pesado. Enquanto isso, o Brasil segue discutindo se precisa ou não de navio-patrulha. É a diferença entre planejar com base em números e ficar preso a discursos vazios.
Augusto Silva
18/04/2026
Interessante ver o Japão e a Austrália reforçando laços militares — sinal dos tempos no Indo-Pacífico. Enquanto isso, o Brasil segue brigando pra manter o orçamento da Marinha em pé. Se quisermos soberania real, não dá pra depender só de navio de 40 anos e discurso vazio sobre “autonomia estratégica”.
Clarice Historiadora
18/04/2026
Interessante ver a Austrália se aproximando do Japão nesse tipo de cooperação militar — é o Indo-Pacífico se articulando diante da pressão chinesa. Mas também mostra como o eixo anglo-japonês está se consolidando sem depender tanto dos EUA, o que muda bastante o tabuleiro estratégico da região.
Luciana
18/04/2026
Enquanto eles compram fragata moderna, a gente aqui luta pra pagar o gás e o cartão de crédito. Bonito ver investimento em defesa, mas queria ver o mesmo empenho pra defender o bolso do povo.
Lurdinha Deus Acima de Todos
18/04/2026
Meu Deus do céu 😳 esses navios são tipo uns porta-mísseis, né? 🇯🇵🇦🇺 Isso aí é o prenúncio de guerra, gente, tão se armando tudo! 🙏 Que Deus tenha misericórdia, porque quando começa assim, logo vem notícia ruim…
Zizi
18/04/2026
Calma, Lurdinha, esses contratos são parte da disputa geopolítica lá do Pacífico — não é o apocalipse, é o capitalismo de sempre vendendo armas e medo. Oremos, sim, mas também estudemos a história pra não cair nas armadilhas dos meninos mal-educados que lucram com isso.
Tonho Patriota
18/04/2026
ESSA HISTÓRIA DE FRAGATA É SÓ MAIS UM JEITINHO DE LAVAR DINHEIRO DO GLOBALISMO! A AUSTRÁLIA TÁ ENTRANDO NESSE ESQUEMA PRA CONTROLAR OS OCEANOS E IMPOR O COMUNISMO MARÍTIMO! FAZ O L AÍ E DEPOIS NÃO RECLAMA QUANDO TIVER CHIP NA ÁGUA!
Alice T.
18/04/2026
Tonho, comunismo marítimo é nova pra mim, viu? Enquanto você caça chip na água, as empresas de defesa privadas estão é enchendo os bolsos com dinheiro público — isso sim é globalismo de verdade.