Estudo propõe que buracos negros são fósseis de universo anterior

Representação artística de um buraco negro no espaço, com luzes e matéria em espiral ao seu redor. (Foto: olhardigital.com.br)

Um estudo recente propõe que alguns buracos negros observados atualmente podem ser fósseis de um universo anterior.

A hipótese, apresentada no repositório ArXiv, indica que o Big Bang representou na verdade um ‘Big Bounce’ entre ciclos cósmicos de colapso e expansão. O modelo se apoia na gravidade quântica em laços, abordagem que busca unir as leis da relatividade geral e da mecânica quântica sem exigir uma singularidade de densidade infinita.

No cenário do ‘Big Bounce’, o universo se contrai até um limite crítico. As forças quânticas então impedem o colapso total e geram uma nova fase de expansão.

Objetos extremamente densos do universo anterior poderiam resistir à compressão máxima durante essa transição. Esses buracos negros fósseis atravessariam o ponto de virada e preservariam propriedades físicas específicas no cosmos atual.

Tais estruturas não se encaixam facilmente nos modelos convencionais de formação por colapso estelar. Sua existência ofereceria evidências diretas de um ciclo cósmico anterior ao atual.

A teoria também se aplica aos buracos negros supermassivos detectados em estágios muito precoces do universo. Esses objetos possuem massas tão grandes que não teriam tempo suficiente para se formar apenas pela fusão de estrelas ou absorção de gás no modelo padrão.

O Fundo Cósmico de Micro-ondas pode conter padrões gravitacionais ou térmicos anômalos. Esses sinais ajudariam a identificar estruturas remanescentes do ciclo cósmico que precedeu o atual.

A visão de um universo cíclico altera a interpretação tradicional da termodinâmica. A entropia não se acumularia de modo indefinido em um sistema que se renova a cada transição.

Com isso, a pergunta central da cosmologia deixa de ser o instante inicial absoluto. Os pesquisadores passam a investigar os mecanismos físicos que permitem a repetição desses ciclos de contração e expansão.

Avanços em telescópios e detectores de ondas gravitacionais devem permitir testes mais precisos da hipótese. A análise detalhada de buracos negros antigos pode então revelar características consistentes com a preservação de matéria de um universo anterior, conforme detalha o portal Olhar Digital.


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