O movimento libanês Hezbollah declarou que seus combatentes permanecerão em estado de prontidão e responderão a qualquer violação da trégua firmada entre Israel e o Líbano.
O vice-secretário-geral do grupo, Naim Qassem, afirmou que o cessar-fogo deve significar o fim total das hostilidades. Ele alertou que a resistência não confia nas intenções israelenses.
Em pronunciamento, Qassem destacou que os combatentes continuarão com o dedo no gatilho, prontos para reagir a qualquer agressão. Ele lembrou que o grupo não aceitará repetir o período de quinze meses de paciência diante das ofensivas israelenses.
A advertência ocorre em meio a uma trégua temporária firmada após intensos confrontos no território libanês. O acordo contou com a participação de representantes de Tel Aviv e Beirute.
Apesar do cessar-fogo, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que continuarão a realizar operações militares no Líbano. Altos comandantes israelenses declararam que as tropas estão autorizadas a destruir infraestruturas consideradas terroristas mesmo durante a pausa.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, reforçou que o cessar-fogo não é permanente. Ele afirmou que a campanha militar contra o Hezbollah ainda não atingiu todos os seus objetivos e que as forças manterão o controle das áreas capturadas no sul do Líbano.
As operações de Tel Aviv provocaram a destruição de milhares de casas em localidades libanesas e geraram deslocamentos em massa de civis. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram soldados israelenses comemorando demolições de residências, o que gerou indignação entre a população libanesa.
O endurecimento do discurso do Hezbollah reflete a tensão persistente na fronteira sul do Líbano. A advertência de Qassem deixa claro que o grupo não pretende recuar e que qualquer violação poderá reacender rapidamente os combates na região.
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