Irã reabre Estreito de Ormuz durante trégua, mas Trump ameaça confiscar urânio enriquecido à força

Navios comerciais navegam pelo Estreito de Ormuz, importante rota marítima no Golfo Pérsico. (Foto: actualidad.rt.com)

O governo do Irã anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz para todos os navios mercantes durante a vigência da trégua regional, em movimento que alivia rotas comerciais vitais para a economia global.

O tráfego marítimo, que havia sido reduzido em até 90% durante o período de bloqueio, deve retornar à normalidade plena. A decisão representa alívio imediato para o escoamento energético mundial.

Os Estados Unidos, sob Donald Trump, afirmam que o bloqueio naval contra o Irã permanece em vigor. A condição central imposta por Washington é que Teerã entregue o urânio já enriquecido.

Trump declarou que essa transferência poderia ocorrer de forma menos amistosa caso o Irã não coopere com as exigências americanas. A declaração mantém elevada a tensão mesmo após o anúncio de reabertura.

O Irã advertiu que considerará violado o cessar-fogo se os EUA mantiverem o bloqueio naval ou realizarem outras ações hostis. Teerã ameaçou fechar novamente o Estreito caso suas condições não sejam respeitadas.

As autoridades iranianas negaram ter aceitado qualquer condição que envolva abrir mão do programa nuclear ou entregar material enriquecido de forma unilateral. A República Islâmica defende seu direito soberano ao enriquecimento conforme tratados internacionais.

A notícia provocou repercussões econômicas imediatas nos mercados globais. O preço do petróleo caiu cerca de 10% diante da expectativa de normalização do fluxo energético.

As bolsas europeias registraram alta de aproximadamente 2% com o otimismo em torno do comércio marítimo. O ouro subiu com força, sustentado pela fraqueza do dólar e pelas incertezas geopolíticas persistentes.

Trump afirmou ter avançado em dezenas de pontos de um plano de negociação com o Irã. Ele sustentou que o programa nuclear iraniano continua como prioridade máxima para Washington.

O presidente americano exigiu garantias de que o urânio não será usado para fins além do civil e indicou que os EUA poderiam ir a Teerã e levar o material à força. Essa posição reforça a pressão contínua de Washington sobre a República Islâmica.

O Irã rejeita integralmente essa visão e afirma que todo uso de seu urânio enriquecido é direito soberano amparado por tratados internacionais. O país não aceitará imposições ou intervenções externas.

A trégua funciona como salvo-conduto temporário enquanto ameaças mútuas mantêm viva a possibilidade de escalada. O equilíbrio diplomático permanece frágil.

O futuro dessa paz provisória dependerá de negociações que definam o controle sobre o Estreito de Ormuz e o destino do programa nuclear iraniano. Conforme detalhou o portal Al Jazeera, as diferenças entre as partes seguem significativas.

Com informações de actualidad.rt.com.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.

Redação:
Related Post

Privacidade e cookies: Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso.