O Irã reafirmou seu controle total sobre o Estreito de Ormuz, anunciando que a passagem estratégica voltou ao estado operacional anterior sob supervisão direta das Forças Armadas.
O parlamentar Ebrahim Azizi, presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, alertou Washington sobre as consequências de qualquer ação na região. Ele definiu que apenas navios comerciais devidamente autorizados poderão cruzar o estreito mediante pagamento de taxas, apresentadas como direito inalienável do povo iraniano.
Azizi advertiu que tentativas de interferência norte-americana levarão à revisão imediata da decisão. O Irã, segundo ele, determinará soberanamente as regras de passagem na rota.
O Estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente. A via conecta o Golfo Pérsico ao Mar de Omã e concentra disputas entre Teerã e potências ocidentais que mantêm presença militar na área.
Azizi publicou na rede X que chegou o momento de obedecer ao novo regime marítimo estabelecido pela República Islâmica. O representante rejeitou que as normas sejam definidas por postagens em redes sociais.
O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbia confirmou o controle rigoroso e permanente sobre o estreito. A Marinha iraniana manterá vigilância para que todas as embarcações cumpram as determinações de Teerã.
De acordo com o portal Mehr News, o tráfego comercial deve seguir rotas designadas e obter autorização prévia das forças navais iranianas. A cobrança de tarifas é apresentada como exercício de soberania e compensação legítima pelos custos de segurança e monitoramento.
O anúncio surge em meio a tensões persistentes no Golfo Pérsico, agravadas pelas sanções impostas pelos EUA que buscam restringir as exportações de petróleo iranianas. O Irã enquadra a medida como resposta direta a essa pressão econômica.
As Forças Armadas supervisionarão o cumprimento das novas regras de navegação comercial, reforçando a autoridade iraniana sobre a rota marítima vital.
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