Líderes europeus se reuniram no Palácio do Eliseu, em Paris, para discutir a segurança marítima e a reabertura do estreito de Ormuz — ponto estratégico que responde por cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo.
O encontro reuniu Emmanuel Macron, Keir Starmer, Giorgia Meloni e Friedrich Merz, além de representantes de cerca de cinquenta países. Por videoconferência, participaram líderes da China, da Índia, da Austrália, do Canadá, da Coreia do Sul, da Indonésia, do Iraque e da Ucrânia.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o secretário-geral da Organização Marítima Internacional, Arsenio Dominguez Velasco, completaram a lista de participantes. O debate ocorreu em meio a avanços de desescalada regional, após o cessar-fogo no Líbano e o anúncio iraniano de reabertura parcial da rota.
Conforme detalhou o portal ANSA, Macron defendeu a unidade internacional e exigiu a reabertura imediata e incondicional do estreito. O presidente francês afirmou que o objetivo central é restaurar o trânsito marítimo anterior aos conflitos.
Keir Starmer classificou a missão como exclusivamente defensiva e alinhada ao cessar-fogo vigente. O primeiro-ministro britânico informou que mais de uma dúzia de países já se ofereceram para integrar a força multinacional de segurança marítima.
Starmer defendeu o retorno do tráfego sem pedágios ou restrições de qualquer tipo. Ele destacou que o mundo inteiro depende de uma solução estável para a crise no transporte marítimo.
Giorgia Meloni afirmou que a reabertura do estreito de Ormuz é essencial para qualquer solução econômica ou humanitária no Oriente Médio. A primeira-ministra italiana lembrou que fertilizantes vitais para a segurança alimentar global também passam pela rota.
Meloni confirmou que a Itália está pronta para enviar navios após aprovação parlamentar e cessação total das hostilidades. A participação seguirá o modelo das missões europeias Aspides e Atalanta, com postura estritamente defensiva e coordenação regional.
Friedrich Merz considerou desejável a entrada dos Estados Unidos na operação internacional. O chanceler alemão vê na iniciativa uma oportunidade de reforçar a cooperação transatlântica na segurança marítima.
O presidente Donald Trump reagiu de forma hostil às propostas europeias, atacou a OTAN, recusou oferta de ajuda da aliança e ironizou os interesses dos parceiros. Trump publicou em sua rede Truth que os aliados europeus pretendem apenas «encher seus navios de petróleo».
A resposta revela divergências claras entre a abordagem multilateral defendida em Paris e a posição isolacionista de Washington. Os líderes europeus consolidaram apoio a uma operação de caráter defensivo, sem escalada militar, reafirmando o compromisso com o direito internacional e a estabilidade das rotas energéticas globais.
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