O governo do Togo organiza em Lomé uma reunião de alto nível para redefinir a ação conjunta diante da instabilidade, do terrorismo e da insegurança que assolam o Sahel.
Representantes da Cedeao (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental) participam ao lado de membros da Aliança dos Estados do Sahel (AES, integrada por Mali, Níger e Burkina Faso) — além de delegados da ONU, nações europeias e personalidades africanas convidadas. O portal da RFI Afrique acompanhou os detalhes do encontro.
Os países da AES anunciaram sua saída da Cedeao em janeiro de 2024. A medida tornou-se efetiva em julho de 2025, gerando uma divisão regional que o evento atual procura atenuar.
A nova estratégia em debate busca criar pontes entre as duas organizações. O esforço visa superar desconfianças políticas e construir instrumentos comuns de segurança e cooperação.
A instabilidade persistente no núcleo do Sahel representa risco direto aos Estados do litoral do Golfo da Guiné. A expansão da violência jihadista provoca êxodo populacional, crises humanitárias e expõe fragilidades institucionais desses países.
Uma abordagem integrada, que ultrapasse a resposta puramente militar, torna-se essencial. Políticas de desenvolvimento, prevenção de conflitos e resiliência comunitária ganham destaque nas discussões em Lomé.
O Togo assume papel de mediador entre a Cedeao, da qual é membro tradicional, e a AES. O país pretende reforçar laços diplomáticos, reafirmar solidariedade regional e promover modelos equilibrados de segurança.
A estratégia discutida apoia-se no reforço operacional das capacidades nacionais e regionais. O objetivo principal consiste em conter ameaças transfronteiriças que afetam múltiplos países do Sahel.
A proposta incorpora ainda cooperação reforçada entre AES, Cedeao e parceiros internacionais. As ações coordenadas envolvem prevenção de conflitos, diálogo político e iniciativas diplomáticas conjuntas.
Políticas de desenvolvimento inclusivo completam o conjunto de medidas em análise. Os investimentos previstos em saúde, educação e emprego para jovens buscam atacar as causas estruturais da instabilidade na região.
Os participantes esperam aprovar uma folha de rota com compromissos concretos. O documento deve incluir cronogramas operacionais, mecanismos de monitoramento compartilhado e compromissos de financiamento.
A presença de representantes da sociedade civil, da ONU e de enviados europeus reforça a legitimidade internacional do encontro. O Togo busca garantir apoio técnico e financeiro externo para a implementação do plano.
Os antecedentes de golpes de Estado e rupturas institucionais na região impõem desafios políticos e logísticos. Os envolvidos defendem que uma estratégia coordenada, que respeite as soberanias nacionais, pode gerar avanços concretos para a estabilização.
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Tonho Patriota
18/04/2026
ESSA CONFERÊNCIA EM LOMÉ É MAIS UMA PALHAÇADA DE COMUNISTAS DISFARÇADOS DE “AJUDA HUMANITÁRIA”. FALA DE TERRORISMO, INSEGURANÇA, MAS NINGUÉM FALA DE FAZER O L, DE LEVAR ARMAS PRO POVO. SAHEL NÃO VAI MELHORAR ENQUANTO TIVER GOVERNO DOMINADO PELO COMUNISMO E LOBISTAS INTERNACIONAIS. QUEREM USAR O CRISE PRA CONTROLAR RECURSOS COMO O NÍOBIO E IMPOR IDEIAS GLOBAIS.
Rubens O Pescador
18/04/2026
Tonho, entendo sua indignação, mas desconfiança não resolve fome nem insegurança — precisamos de propostas reais, não só armas pro povo nem teorias conspiratórias; fala de desenvolvimento, de acesso a água, saúde e segurança de verdade. Veja bem, já vi em governo PT a vida melhorar quando plantador tinha assistência técnica, escola existia no interior, não só discurso de “comunismo internacional”. Se quiser debate sério, aponta: quais ações concretas você propõe pra Sahel sair dessa crise além de falar em armar a população?
Adalberto Livre
18/04/2026
ESSA REUNIÃO DE LOMÉ É UM GRITO DE ALERTA ATÉ PRA QUEM SE FAZ DE DESENTENDIDO: A CRISE NO SAHEL NÃO É DISTANTE, E SIM UM PROBLEMA DE SEGURANÇA GLOBAL. IMPOSIÇÕES LEGAIS, POUCO EFICAZES SE NAO TROCAMOS PALAVRAS POR AÇÕES CONCRETAS. VAMOS VER SE A CEDEAO E O AES ENTENDEM ISSO ANTES QUE TUDO PIOR ABB.
Maura Santos
18/04/2026
Adalberto, você está coberto de razão — discurso sem ação é como promessa de político: bonito, mas vazio. Se a CEDEAO e o AES não saírem do papel e botarem a mão na massa, vamos ver o Sahel virar prévia do apagão global que a extrema-direita vive dizendo que “não vai me afetar”.
Tadeu
18/04/2026
Bom ver mobilização, mas já deu pra perceber que essas reuniões rendem mais manchete que resultado concreto. Se não tiver um plano financeiro sólido + monitoramento claro, vai continuar a instabilidade pesando pra todo mundo — inclusive nos mercados.
Zé Trovãozinho
18/04/2026
Mais um encontro da Cedeao tentando costurar o improviso que sempre aparece nessas crises. A questão não é definir nova estratégia, mas ter coragem de assumir que as soluções demandam ação imediata — e não discursos. Se continuarem só “redefinindo”, os terroristas vão usar o tempo e ocupar cada brecha.
Francisco de Assis
18/04/2026
É por aí, Zé: discurso já virou cover para omissão. Ou CEDEAO levanta a mão de fato e toma atitude concreta — ou vai deixar o Sahel entreguem de bandeja para quem usa a fragilidade como trunfo.
Carlos A. Mendes
18/04/2026
Bom ver a CEDEAO e a AES se reunindo — juntos têm mais chance de acertar do que isolados. Mas se quiserem ver resultado de verdade, precisam sair do discurso e garantir plano operacional concreto, com verba e prazos. Sonhar que vai resolver só com reuniões já tá ficando caro demais pra quem vive essas crises.
Renato Professor
18/04/2026
É mais do que tempo de a CEDEAO e a AES unirem sabedoria técnica e planejamento estratégico, e não apenas discursos feitos para imagem. Sem uma compreensão clara das causas históricas da instabilidade no Sahel — pobreza, exclusão, interferências externas — qualquer “nova estratégia” será mais do mesmo.
Karina Libertária
18/04/2026
Sério que vão “definir nova estratégia” toda vez que as milícias avançam? Se tivessem investido em segurança real lá atrás, em vez de discurso bonito, talvez o Sahel não estivesse queimando hoje. E arrumar mais reunião internacional não resolve nada se o povo local continuar sem infraestrutura, emprego ou educação — isso sim sustenta o terror.
Augusto Silva
18/04/2026
Concordo contigo — discurso sem ação é só música pra alienar quem já sofre na pele. Mas dizer que “reunião internacional não resolve nada” ignora que cooperação ajuda a levantar recursos, inteligência e pressões diplomáticas que, sozinhas, governos locais dificilmente mobilizam.