Mariana Mazzucato alertou para o impacto global da guerra no Irã sobre os mercados de energia e as economias mundiais.
Os preços de combustíveis e eletricidade subiram enquanto bolsas de valores enfrentaram instabilidade. As grandes companhias de petróleo e gás acumulam lucros estimados em cerca de 30 milhões de dólares por hora desde o início do conflito, conforme reportagem da Al Jazeera.
A especialista questionou quem realmente paga o preço dessa crise energética. Ela argumenta que o modelo de crescimento atual transfere os custos para a população ao concentrar ganhos em setores que se beneficiam da instabilidade geopolítica.
Reconhecida por suas pesquisas sobre inovação e o papel do Estado, Mazzucato leciona na University College London. A guerra no Oriente Médio revela a fragilidade de um sistema dependente de combustíveis fósseis.
A economista defende que governos adotem uma estratégia industrial verde robusta. Essa estratégia deve integrar investimento público, inovação tecnológica e regulação ambiental em torno de objetivos coletivos.
Ela promove a economia de missão como forma de orientar as políticas públicas. O conceito prioriza metas sociais e ambientais concretas em detrimento de indicadores puramente financeiros ou de crescimento do PIB.
Mazzucato criticou a atuação do Banco Mundial diante das crises recentes. A instituição mantém uma lógica de empréstimos condicionados à austeridade fiscal que limita investimentos em transições sustentáveis.
Essa abordagem perpetua a desigualdade entre países ricos e nações em desenvolvimento. Esses países encontram dificuldades para construir autonomia produtiva e tecnológica.
O impacto da guerra no Irã se estende muito além do setor energético. A elevação do preço do petróleo pressiona cadeias produtivas completas e amplia a inflação em várias economias.
Países dependentes de importações se tornam particularmente vulneráveis. Mazzucato defende que o Estado atue como coordenador de investimentos estratégicos e políticas industriais voltadas à sustentabilidade.
A transição verde não pode ficar a cargo exclusivo do mercado. Ela exige planejamento de longo prazo e cooperação internacional entre os governos.
Potências emergentes buscam alternativas ao modelo financeiro centrado no dólar. A economista identifica nesses esforços uma chance de redefinir prioridades globais com foco no bem-estar coletivo e na resiliência ecológica.
A guerra no Irã serve como alerta contra a dependência de combustíveis fósseis. Governos precisam investir seriamente em energias limpas e em inovação conduzida pelo setor público.
A reconstrução econômica após o conflito vai demandar mudanças mais profundas que simples pacotes de estímulo. Mazzucato defende a reestruturação das regras econômicas para que o lucro privado não se sobreponha ao interesse público.
A crise atual oferece condições para alinhar crescimento econômico com justiça social e proteção ao meio ambiente. A economista conclui que é necessário transformar o sistema produtivo global.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Evelyn Olavo
18/04/2026
Interessante ver Mazzucato apontando para uma “economia de missão” num momento em que tudo parece girar em torno de crises e especulação. Talvez seja mesmo hora de repensar o papel do Estado e das empresas diante de choques como esse do Irã, antes que o planeta entre em colapso econômico e climático de vez.
Lurdinha Deus Acima de Todos
18/04/2026
Gente, eu já falei que isso tudo é o sinal dos tempos! 🇧🇷🙏 Esses choques aí no Irã vão mexer com o mundo inteiro, pode anotar! E depois vão querer culpar as igrejas, vocês vão ver… 🇺🇸
Alice T.
18/04/2026
Lurdinha, o “sinal dos tempos” é ver bilionário lucrando com guerra enquanto o povo paga a conta. Se tem profecia aí, é a do capitalismo selvagem mesmo.
Karina Libertária
18/04/2026
Ai, lá vem mais uma “economista” querendo dizer o que o governo tem que fazer… gente, quem depende de Estado nunca vai pra frente! Eu saí do Brasil, investi fora e tô very happy da life. O pessoal devia pensar em dólar, não em Bolsa Família.
Augusto Silva
18/04/2026
Karina, que bom que você está feliz lá fora — mas vale lembrar que até o dólar que você ama depende de um Estado forte e de políticas públicas sólidas. O “mercado livre” sem governo é igual a festa sem segurança: acaba em confusão e prejuízo.
Luciana
18/04/2026
Enquanto o povo discute quem tá certo ou errado na guerra, o gás e a gasolina já subiram de novo. No fim, o choque econômico chega é no bolso de quem acorda cedo pra trabalhar. A política lá fora mexe direto no prato de comida aqui dentro.
Adalberto Livre
18/04/2026
AH PRONTO, LÁ VEM ESSA GENTE FALAR DE “ECONOMIA DE MISSÃO” COMO SE FOSSE SALVAÇÃO! O PROBLEMA É ESSE PAPO DE ESTADO METIDO EM TUDO, É ASSIM QUE COMEÇA O COMUNISMO! SE O POVO DEIXASSE O MERCADO TRABALHAR, NÃO TINHA ESSA BAGUNÇA TODA!
Maura Santos
18/04/2026
Adalberto, o mercado “livre” que você defende foi o mesmo que deixou o país no escuro e o povo sem vacina, lembra? Quando o Estado se ausenta, quem lucra é o de sempre — e o resto paga a conta.
Miriam
18/04/2026
Interessante ver alguém tentando trazer racionalidade ao debate econômico em meio a tanta gritaria ideológica. A guerra afeta todo mundo, não é hora de torcida, é hora de gestão eficiente e planejamento de longo prazo.
Silvia D.
18/04/2026
A Mazzucato tem toda razão em falar de uma economia de missão. A guerra no Irã mostra como nossas dependências energéticas fragilizam tudo, inclusive a saúde pública. Sem estabilidade econômica, o SUS sente o impacto direto — de insumos a medicamentos. Precisamos de políticas que priorizem vida e sustentabilidade, não só lucro.
Marcos Conservador
18/04/2026
Lá vem mais uma “economista de missão” querendo justificar intervenção estatal e gasto público com papo de crise. Tudo vira desculpa pra empurrar socialismo disfarçado de planejamento. O problema não é falta de missão, é excesso de governo!
Renato Professor
18/04/2026
Marcos, o curioso é que você chama de “excesso de governo” justamente o esforço de coordenar inovação e investimento produtivo — algo que até os EUA praticam desde o pós-guerra. A ignorância econômica da extrema-direita é achar que o mercado, sozinho, inventa foguetes e vacinas.
Beto Engenheiro
18/04/2026
Enquanto o pessoal fala de “economia de missão”, o mundo real tá sentindo o baque no diesel e na conta de luz. Sem energia barata, nenhum país anda. O que falta é investimento pesado em infraestrutura e produção local, pra não ficar refém de conflito lá no outro lado do planeta.
Sgt Bruno 🇧🇷
18/04/2026
Ah, pronto, mais uma “especialista” querendo inventar moda com esse papo de “economia de missão”. O que o mundo precisa é de ordem, disciplina e patriotismo, não dessas ideias comunistas disfarçadas. Selva! Comunistas na lata de lixo!
Rubens O Pescador
18/04/2026
Ô sargento, ordem e disciplina não enchem panela, meu caro. Quando o povo tinha carne, feijão e emprego, era com “essas ideias comunistas” aí que você tanto teme. Selva é ver o prato cheio, não o bolso dos banqueiros.