O turismo gastronômico brasileiro registra expansão neste primeiro semestre com a estruturação de roteiros focados na produção regional de alimentos e bebidas. Destinos nas regiões Sudeste e Sul organizam circuitos de visitação que conectam propriedades rurais a polos urbanos. A formatação dessas rotas permite aos viajantes acompanhar os processos de fabricação e provar produtos com certificação de origem.
Produção leiteira em Minas Gerais
Na Serra da Canastra e no sul do estado de Minas Gerais, a rota do queijo concentra paradas em propriedades familiares de base artesanal. Na cidade de Alagoa, que possui menos de três mil habitantes, a produção ocorre em áreas com mais de 1.500 metros de altitude. A topografia local e o uso de leite cru influenciam diretamente na maturação do produto comercializado aos visitantes.
O município de Cruzília também integra o roteiro turístico mineiro com a oferta de queijos que misturam a massa da Canastra com o fungo gorgonzola. Os turistas que chegam à região podem conciliar as paradas alimentares com visitas guiadas ao Museu Nacional do Mangalarga Marchador. Esta união entre pecuária e culinária atende ao público interessado na história rural do estado.
Circuitos de inverno no Sul e Sudeste
No Rio Grande do Sul, o roteiro do vinho parte de Porto Alegre e alcança as propriedades do Vale dos Vinhedos. Entre os meses de janeiro e março, a realização da vindima permite que os turistas participem da colheita manual e da pisa das uvas. A cidade de Garibaldi atua como um dos centros desta rota, com foco na produção e degustação de espumantes nacionais.
A Serra Gaúcha também concentra rotas de fábricas de chocolate nos municípios de Gramado e Canela. Instalações fabris como a Caracol mantêm espaços onde o público observa a linha de montagem dos doces. No estado de São Paulo, o foco recai sobre o Circuito das Águas Paulista, onde o município de Serra Negra estrutura roteiros em antigas fazendas produtoras de café.
Pratos regionais e avaliações internacionais
As capitais do Norte e do Nordeste orientam o turismo em torno de ingredientes nativos e receitas históricas. Os roteiros de visitação incluem paradas em mercados públicos e restaurantes de culinária tradicional. A oferta de pratos para os viajantes baseia-se em preparos alimentares específicos de cada bioma:
- Em Belém, no Pará, a maniçoba exige dias de cozimento das folhas de mandioca brava.
- Em Manaus, no Amazonas, o tacacá reúne caldo de tucupi, goma de tapioca, camarão seco e jambu.
- Em Salvador, na Bahia, o bobó de camarão utiliza creme espesso de mandioca e leite de coco.
Além da comida, o setor de coquetelaria ganha espaço nas avaliações de entidades internacionais que monitoram o turismo. O Guia Michelin introduziu recentemente o prêmio focado em drinques de excelência no mercado brasileiro. A categoria analisa a integração técnica entre os balcões de bebidas e as cozinhas dos restaurantes visitados.


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