A corporação estatal russa Rosatom declarou estar pronta para auxiliar na transferência de urânio enriquecido do Irã, em meio às negociações em curso entre Teerã e Washington.
O diretor-geral Alexey Likhachev afirmou, conforme o Sputnik International, que a Rosatom está preparada para repetir o trabalho realizado em 2015. Naquela oportunidade, a Rússia atendeu a um pedido do governo iraniano e transportou urânio enriquecido de instalações no país para cumprir acordos internacionais de não proliferação nuclear.
Likhachev lembrou que Moscou mantém cooperação técnica de longa data com Teerã no setor de energia nuclear civil. Essa colaboração abrange a construção de reatores e a transferência de conhecimento técnico entre as duas nações.
O presidente Donald Trump declarou que Washington pretende recuperar parte do urânio enriquecido iraniano em parceria com o governo de Teerã. A proposta prevê o transporte do material para território americano, segundo declarações recentes do líder.
Likhachev afirmou que a Rosatom acompanha de perto o andamento das negociações entre a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos. Ele também comentou as declarações de Trump sobre o potencial nuclear iraniano.
O presidente americano havia acusado o Irã de estar a apenas duas semanas de desenvolver armas nucleares. Likhachev indicou que qualquer acordo que resulte na cessação do confronto armado na região será bem recebido pela Rússia.
A posição da Rosatom reflete o papel da Rússia como fornecedora confiável de serviços nucleares civis. A empresa acumula décadas de experiência no controle e no transporte seguro de substâncias radioativas.
Os projetos conjuntos entre Rússia e Irã incluem a modernização da usina nuclear de Bushehr e outros empreendimentos no campo atômico pacífico. Esses esforços são conduzidos sob rigorosos padrões internacionais de segurança.
Com as conversas entre Teerã e Washington em andamento, o anúncio russo surge como uma opção técnica concreta para a gestão do material nuclear. A iniciativa pode contribuir para reduzir tensões e facilitar um entendimento diplomático.
Likhachev enfatizou que a Rosatom apoia todas as medidas que levem à paz e à estabilização da situação. O executivo reiterou a disposição da empresa em participar de operações que garantam transparência e segurança no uso da energia nuclear.
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Rick Ancap
19/04/2026
Mais uma estatal gigante se metendo em negócio que devia ser privado. Se o urânio tem valor, o mercado resolve — não precisa de burocrata russo nem americano pra intermediar. Impressionante como ainda tem gente que acha que governo sabe fazer algo melhor que empresa.
Eduardo C.
19/04/2026
Rick, o problema é que urânio não é soja nem café — envolve segurança nuclear, tratados e inspeções. Mercado livre até pode precificar, mas quem controla o risco é o Estado, queira ou não o liberal do átomo.
Zizi
19/04/2026
Eduardo, gostei da imagem do “liberal do átomo” — esses meninos acham que tudo se resolve na planilha do mercado. Energia nuclear é coisa séria, e sem Estado forte vira roleta russa com plutônio.
Miriam
18/04/2026
Mais um capítulo do eterno xadrez geopolítico. Enquanto uns gritam “ameaça nuclear”, outros só estão tentando garantir que o processo siga dentro das regras. O importante é que os acordos sejam cumpridos e fiscalizados, sem espetáculo nem histeria.
Beto Engenheiro
18/04/2026
Concordo, Miriam, mas enquanto o mundo faz diplomacia de salão, o que conta mesmo é quem tem usina funcionando e contrato assinado. No fim, é infraestrutura que garante soberania, não discurso.
Rubens O Pescador
18/04/2026
O mundo tá virando um tabuleiro de xadrez e o Brasil nem peão quer ser mais. Lembro quando o Lula botava o Itamaraty pra conversar com todo mundo e o país tinha voz respeitada nessas negociações. Hoje a gente só assiste de longe, com o prato vazio e o rádio falando em guerra.
Clarice Historiadora
18/04/2026
Interessante ver a Rosatom se colocando como peça-chave nesse tabuleiro nuclear. Mas é bom lembrar: Moscou nunca faz nada por altruísmo — tudo é cálculo geopolítico. Quem acha que é “cooperação pacífica” precisa estudar um pouco de história das relações russo-iranianas.
Adalberto Livre
18/04/2026
CLARICE, LÁ VEM VOCÊ COM ESSA HISTÓRIA DE “GEOPOLÍTICA” COMO SE FOSSE CIÊNCIA EXATA! NO MEU TEMPO ISSO SE CHAMAVA INTERESSE NACIONAL, TODO MUNDO FAZ IGUAL — MAS CLARO, QUANDO É A RÚSSIA, VIROU PECADO CAPITAL!
Sgt Bruno 🇧🇷
18/04/2026
Adalberto, interesse nacional é uma coisa, mas confundir isso com cheque em branco pra qualquer potência fazer o que quiser é outra. Geopolítica serve justamente pra separar patriotismo de propaganda.
Marcos Conservador
18/04/2026
Mais uma jogada da Rússia pra se meter onde não deve. Esses acordos com o Irã são pura cortina de fumaça pra espalhar influência comunista e minar o Ocidente. Daqui a pouco vão querer controlar até o transporte público mundial com esse papo de “cooperação nuclear”.
Mariana Ambiental
18/04/2026
Marcos, essa paranoia de “influência comunista” já venceu o prazo de validade faz tempo. O que está em jogo aqui é soberania energética e geopolítica — coisa que o agronegócio de exportação, tão dependente de insumo estrangeiro, deveria entender bem antes de apontar o dedo.
Francisco de Assis
18/04/2026
Perfeito, Mariana! Essa turma ainda acha que o mundo se divide entre comunismo e capitalismo, quando o que está em jogo é quem tem autonomia pra decidir o próprio destino. O Brasil tá certo em caminhar com quem respeita nossa soberania energética.
Carlos A. Mendes
18/04/2026
Interessante ver a Rússia se colocando como “mediadora” nesse tipo de operação. No fim das contas, é tudo jogo de influência e energia, e o resto do mundo fica só torcendo pra que não saia faísca demais dessa disputa.
Fernando O.
18/04/2026
Interessante ver a Rosatom se colocando como intermediária nesse jogo pesado. No fim das contas, tudo gira em torno de quem controla o ciclo do urânio e quem confia em quem. É o tipo de assunto em que o pessoal mais alucinado com teorias de conspiração vai delirar, mas os números e os acordos reais é que contam.
Renato Professor
18/04/2026
Curioso como a Rússia se oferece como mediadora técnica justamente quando o Ocidente tenta manter o Irã sob pressão. A Rosatom não dá ponto sem nó: é geopolítica pura travestida de cooperação nuclear. Mais uma vez, quem não entende a economia da energia acha que é só questão de “ajuda humanitária”.
Silvia D.
18/04/2026
Mais uma movimentação delicada no tabuleiro internacional. Espero que prevaleça a diplomacia e o controle rigoroso, porque qualquer instabilidade com material nuclear impacta também a saúde pública e o meio ambiente. Ciência e responsabilidade precisam andar juntas.
Tadeu
18/04/2026
Essas notícias de urânio e acordos internacionais nem me surpreendem mais. Enquanto isso, o que me preocupa é o impacto que qualquer tensão dessas pode ter nas commodities e, por tabela, na inflação aqui. Quero ver é como o câmbio vai reagir, porque no fim das contas é isso que mexe no bolso.
Lurdinha Deus Acima de Todos
18/04/2026
Gente, isso aí é o fim dos tempos, viu! 🇧🇷🙏 Esses negócios de urânio pra lá e pra cá, Rússia e Irã, tudo combinado… daqui a pouco o mundo explode e fecham até as igrejas! Só Deus pra nos proteger, misericórdia! 🇺🇸💥
Alice T.
18/04/2026
Calma, Lurdinha! O mundo não vai explodir por causa de um acordo nuclear — o problema real é quem lucra com o medo enquanto corta verba de educação e saúde aqui no Brasil.
Vanessa Silva
18/04/2026
Tomara que esse movimento seja pautado por transparência e segurança, porque qualquer erro nesse tipo de operação tem impacto global. O mundo precisa de energia limpa e acordos estáveis, não de novas tensões geopolíticas.
Pedro
18/04/2026
Enquanto isso, aqui na rua a gente mal consegue transferir o tanque do carro sem chorar no posto. Esses acordos de urânio parecem coisa de outro planeta, com tanta grana envolvida. Queria ver essa disposição toda pra resolver o preço da gasolina por aqui.
Celio Fazendeiro
18/04/2026
Mais uma jogada da Rússia pra se meter onde não foi chamada. Esse papo de “transferência de urânio” é só pretexto pra aumentar influência e faturar em cima de tensão internacional. Enquanto isso, o Brasil continua perdendo tempo com floresta e índio em vez de investir pesado em energia e produção séria.
Jeferson da Silva
18/04/2026
Ô Celio, fácil falar em “produção séria” sentado longe da linha de montagem. Aqui no chão de fábrica a gente sabe que energia sem soberania vira dependência – e sem cuidar de floresta e povo, não sobra nem país pra produzir.