Pesquisadores da Universidade Rice descobriram que o enxofre exerce papel decisivo na formação e na evolução de Mercúrio, com magmas ricos nesse elemento se comportando de maneira muito diferente dos encontrados na Terra.
Segundo o portal Phys.org, a equipe liderada por Rajdeep Dasgupta utilizou o meteorito Indarch, encontrado no Azerbaijão em 1891, para simular as condições químicas do planeta. Esse material apresenta baixos níveis de ferro e alto teor de enxofre, o que o torna um análogo natural para experimentos laboratoriais.
O autor principal Yishen Zhang recriou as condições extremas de pressão e temperatura de Mercúrio em laboratório. Ele misturou os componentes do Indarch em amostras pequenas e observou como o enxofre influencia o processo de cristalização das rochas.
Os experimentos revelaram que o enxofre reduz significativamente a temperatura em que os magmas começam a solidificar. Isso permite que eles permaneçam líquidos por mais tempo do que se imaginava anteriormente.
A escassez de ferro em Mercúrio força o enxofre a se ligar a elementos como magnésio e cálcio. Essa ligação enfraquece a estrutura cristalina e mantém as rochas mais propensas ao estado fundido.
Na Terra, os elementos formadores de rochas se combinam com oxigênio para criar silicatos estáveis. Em Mercúrio, o enxofre ocupa o lugar do oxigênio em muitas ligações e gera uma estrutura menos rígida, alterando profundamente o comportamento dos magmas.
Rajdeep Dasgupta afirmou que não se pode estudar Mercúrio com base apenas nas suposições derivadas da Terra. O pesquisador destacou que o trabalho ajuda a compreender outros corpos celestes com composições químicas incomuns.
Os resultados reforçam a relevância de experimentos laboratoriais diante das dificuldades técnicas para obter amostras diretas da superfície de Mercúrio. A proximidade com o Sol impõe limitações severas às missões espaciais.
Yishen Zhang comparou o efeito do enxofre em Mercúrio ao papel da água e do carbono na Terra. Segundo ele, o que a água e o carbono fazem na Terra, o enxofre faz em Mercúrio.
Essa perspectiva amplia o conhecimento sobre a evolução única de Mercúrio e auxilia na interpretação da diversidade planetária em outros sistemas estelares. O estudo foi publicado na revista Geochimica et Cosmochimica Acta.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Augusto Silva
19/04/2026
Interessante ver como até Mercúrio depende de química complexa pra se formar — e aqui na Terra ainda tem gente achando que ciência é “opinião”. Enquanto estudam o enxofre lá fora, a gente bem que podia cuidar do nosso aqui dentro: menos poluição, mais investimento em pesquisa.
Clarice Historiadora
19/04/2026
Impressionante como até Mercúrio nos ensina que a complexidade vem dos elementos menos óbvios. Enquanto aqui na Terra ainda tem gente negando ciência e achando que “enxofre” é coisa de superstição, os pesquisadores estão literalmente reescrevendo a história do Sistema Solar. Ciência é isso: olhar o que parecia banal e descobrir o que sustenta tudo.
Evelyn Olavo
19/04/2026
Interessante ver como um elemento tão comum aqui na Terra pode ter moldado um planeta inteiro de forma tão diferente. A ciência planetária sempre surpreende — cada descoberta dessas mostra o quanto ainda sabemos pouco sobre o nosso próprio sistema solar.
Francisco de Assis
19/04/2026
Pois é, Evelyn, o universo é uma aula de humildade — quanto mais a gente descobre, mais percebe o tamanho da nossa ignorância. E pensar que, enquanto isso, tem gente aqui na Terra negando até a ciência básica…
Maura Santos
19/04/2026
Olha aí, até Mercúrio tem mais camada e complexidade que o discurso da extrema-direita sobre ciência. Impressionante ver como o enxofre moldou o planeta, enquanto por aqui tem gente tentando moldar o país com fake news e apagão de investimento em pesquisa.
Tadeu
19/04/2026
Legal, mas sinceramente, Mercúrio pode ter o tanto de enxofre que quiser, não muda nada na minha vida nem no preço do arroz. Se descobrissem um jeito de usar esse enxofre pra segurar a inflação, aí sim eu prestava atenção.
Pedro
19/04/2026
Enquanto os cientistas estudam o enxofre de Mercúrio, aqui na Terra o que pesa mesmo é o enxofre do preço da gasolina. Interessante ver como o mesmo elemento pode explicar planeta e esvaziar bolso. Vida de motorista é assim: a gente entende de química na marra, no posto.
Marcos Conservador
19/04/2026
Interessante ver como até em Mercúrio tem gente estudando o enxofre, enquanto aqui na Terra o pessoal prefere gastar tempo com ideologias. A ciência é boa quando serve pra mostrar a grandeza da criação de Deus — e não pra empurrar papo de aquecimento global socialista.
Jeferson da Silva
19/04/2026
Marcos, ciência não é ideologia, é trabalho duro de gente que estuda pra entender o mundo — inclusive o planeta em que a gente vive. Negar o aquecimento global é fechar os olhos pro que já tá queimando na nossa frente.
Adalberto Livre
19/04/2026
AH PRONTO, AGORA ATÉ EM MERCÚRIO TEM ENXOFRE DEMAIS! ISSO AÍ É CULPA DESSES CIENTISTAS QUE FICAM INVENTANDO MODA, GASTANDO DINHEIRO PRA ESTUDAR PEDRA NO ESPAÇO ENQUANTO AQUI NA TERRA TÁ TUDO UMA BAGUNÇA! COMUNISMO COMEÇA ASSIM, COM ESSAS “PESQUISAS” QUE NÃO SERVEM PRA NADA!
Sgt Bruno 🇧🇷
19/04/2026
Ah pronto, agora até Mercúrio tem enxofre mandando no pedaço! Enquanto isso, comunista quer mandar até no planeta dos outros. Selva! Ciência boa é a que não tenta empurrar agenda globalista disfarçada de pesquisa espacial.
Mariana Ambiental
19/04/2026
Relaxa, sargento — o enxofre de Mercúrio não tem partido, mas o agronegócio daqui bem que podia aprender com ele a não queimar tudo ao redor pra se impor.