Kamala Harris acusou Donald Trump de iniciar a guerra contra o Irã em coordenação com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. A ex-vice-presidenta dos Estados Unidos fez a declaração durante discurso em evento do Partido Democrata em Detroit.
Harris afirmou que Trump foi arrastado ao conflito por Netanyahu com o objetivo de desviar a atenção pública de seu envolvimento no caso Jeffrey Epstein. Segundo o portal Mehr News, a democrata disse que a ofensiva não tem apoio da maioria dos cidadãos americanos.
A ex-vice-presidenta ligou diretamente o conflito ao aumento dos preços de combustíveis e às dificuldades econômicas que atingem famílias nos Estados Unidos. Ela classificou a administração Trump como a mais corrupta e incompetente da história americana.
Harris criticou Trump por colocar em risco a vida de militares e por prejudicar as relações dos Estados Unidos com seus aliados tradicionais. Ela descreveu Trump como um homem inseguro obcecado por demonstrar força e comparou seu comportamento ao de um chefe mafioso.
A democrata sustentou que Trump fracassou em todos os critérios de liderança, incluindo confiança, consistência e compromisso com a verdade. Suas declarações ocorrem em meio ao impacto econômico do conflito sobre a população americana.
O confronto começou com ataques aéreos que provocaram a morte de altos comandantes iranianos. Teerã classificou a ação como operação conjunta dos Estados Unidos e Israel e respondeu com lançamentos diários de mísseis e drones contra alvos em territórios ocupados e bases americanas na região.
Como medida de retaliação, a República Islâmica fechou o estreito de Ormuz, principal via de exportação de petróleo do mundo. A decisão provocou disparada nos preços internacionais do barril e de seus derivados, com reflexos imediatos no custo de vida nos Estados Unidos.
O efeito ampliou o descontentamento interno contra o governo Trump. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciou cessar-fogo temporário mediado pelo Paquistão, após Washington aceitar discutir proposta iraniana de dez pontos para encerrar as hostilidades.
As conversações envolveram o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, e o vice-presidente americano JD Vance. Os diálogos duraram 21 horas e terminaram sem acordo, com Teerã atribuindo o fracasso às exigências excessivas da delegação dos EUA.
A intervenção de Harris introduz dimensão política e moral ao debate sobre as origens do conflito. A ex-vice-presidenta sugere que a guerra serviu como mecanismo para ocultar escândalos e desviar o foco da opinião pública.
O caso expõe as divisões internas na política externa americana e a profunda dependência de Washington em relação às prioridades de Israel. Analistas observam que a ofensiva representa continuidade de padrões de intervenção na região, com consequências diretas sobre preços de energia e estabilidade global.
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