Pesquisadores chineses desenvolveram uma antena flexível feita de papel fotográfico comercial e pasta condutiva de cobre, abrindo caminho para a adoção em larga escala de comunicações 5G em embarcações militares e civis.
O estudo foi liderado por Yang Wendong, da Universidade Técnica de Liaoning, e publicado no periódico Chinese Journal of Ship Research. A equipe substituiu as placas rígidas convencionais por papel fotográfico com menos de 0,3 milímetro de espessura.
Os cientistas aplicaram tinta de cobre por serigrafia sobre o papel para criar um sistema de múltiplas entradas e saídas conhecido como MIMO. Essa configuração opera na faixa de ondas milimétricas essencial para o 5G de alta velocidade.
Segundo o South China Morning Post, o novo design reduz os custos de material em mais de 95% em relação aos substratos tradicionais de micro-ondas. O protótipo é leve e flexível o suficiente para se adaptar às condições complexas de navios em alto-mar.
Marinhas de diversos países buscam integrar redes 5G às operações navais. A tecnologia melhora as comunicações entre navios, drones e centros de comando, além de permitir transmissão de dados em tempo real para vigilância e logística.
A abordagem chinesa prioriza soluções de baixo custo e fácil reprodução industrial. Em contraste, o programa SEA2 da Marinha dos EUA — conhecido como Sailor Edge Afloat and Ashore — envolve gastos elevados: um contrato de 99 milhões de dólares foi concedido à empresa Booz Allen para instalar redes sem fio em cerca de 140 embarcações do Comando de Transporte Marítimo Militar.
O desenvolvimento de um único terminal de comunicação sob esse programa americano pode superar 6 milhões de dólares. A diferença de escala ilustra como a inovação chinesa aposta na democratização do acesso à tecnologia naval avançada.
Os pesquisadores afirmam que a antena de papel representa etapa importante para ecossistemas marítimos 5G mais eficientes energeticamente. Eles destacam a possibilidade de produção em escala industrial para embarcações interconectadas.
O desenvolvimento ocorre enquanto a China expande sua infraestrutura de comunicações no ambiente naval. A tecnologia reforça a capacidade de comando e controle em tempo real nas operações marítimas.
Com informações de SCMP.
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