Uma nova pesquisa da Universidade Northeastern desafia previsões centrais sobre o aquecimento global.
O estudo publicado na revista Nature Communications mostra que os oceanos do Hemisfério Sul aquecem mais rápido do que os do Hemisfério Norte, contrariando décadas de projeções dos modelos climáticos tradicionais. O trabalho foi liderado pelo professor assistente de ciências marinhas e ambientais Chengfei He.
Segundo o portal Phys.org, os modelos climáticos atuais são excessivamente sensíveis aos gases de efeito estufa. Essa superestimação distorce um mecanismo fundamental de retroalimentação que envolve ventos alísios, temperatura da água e evaporação.
A distorção altera as previsões sobre o clima tropical, chuvas e secas. Os modelos simulam o comportamento da atmosfera e dos oceanos com base em processos físicos como absorção de calor pelo Sol e formação de nuvens.
Eles são testados comparando previsões com dados observacionais, mas frequentemente mascaram diferenças regionais cruciais entre os hemisférios. A temperatura média global dos oceanos subiu cerca de 1,5 grau Celsius desde o início do século XX.
Quando se analisa o contraste inter-hemisférico, os dados observados mostram o oposto do previsto pelos modelos, com o Hemisfério Sul aquecendo mais rapidamente. Essa divergência decorre de um ciclo complexo de retroalimentação envolvendo os ventos alísios, que sopram de leste para oeste nas regiões tropicais.
À medida que os oceanos aquecem, o ar acima deles se aquece, intensificando os ventos e a evaporação. Esse processo esfria a superfície do mar, o que paradoxalmente reforça os ventos e o ciclo de evaporação.
Os modelos supunham que o aumento dos gases de efeito estufa enfraqueceria os ventos no Hemisfério Norte e os fortaleceria no Hemisfério Sul. As observações indicam, porém, que a intensidade dessa retroalimentação é menor do que se previa.
O estudo prevê que a faixa tropical de chuvas se deslocará mais para o sul do que os modelos anteriores indicavam. Áreas ao norte do Equador poderão enfrentar redução na precipitação e maior risco de secas e incêndios florestais.
Regiões ao sul do Equador tendem a registrar aumento na umidade e nas chuvas. Chengfei He destacou que o cinturão tropical de chuvas, os furacões, as secas e os incêndios florestais estão interligados.
Compreender o papel exato dos ventos alísios é essencial para prever o clima futuro com maior precisão. As conclusões reforçam a necessidade de revisar os modelos climáticos para melhorar as projeções sobre chuvas e eventos extremos.
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Sgt Bruno 🇧🇷
20/04/2026
Mais um estudo tentando botar medo no povo com esse papo de aquecimento global. Isso aí é conversa de comunista disfarçado de cientista! O que falta é mais respeito pelas Forças Armadas e menos histeria climática. Selva!
Francisco de Assis
20/04/2026
Rapaz, é cada estudo novo mostrando o tamanho do estrago que o capitalismo faz no planeta e ainda tem gente alienada da cabeça dizendo que “mudança climática é invenção”. Enquanto isso, o Brasil volta a ter protagonismo ambiental com o Lula puxando a fila da transição verde. É soberania cuidando da nossa casa comum!
Luciana
20/04/2026
Interessante ver esses estudos, mas na prática o que a gente sente é o calor aumentando e o preço da energia subindo. O povo quer entender o que isso muda na conta de luz e no bolso, não só nos gráficos.
Miriam
20/04/2026
Interessante ver a ciência revisando seus próprios métodos. É exatamente isso que diferencia pesquisa séria de discurso político: reconhecer falhas e corrigir o rumo. Enquanto isso, o pessoal do grito ideológico continua tratando o tema como torcida de futebol.
Clarice Historiadora
20/04/2026
Interessante ver a ciência revisando seus próprios modelos — é assim que o conhecimento avança, com autocrítica e novos dados. Já os negacionistas seguem presos à retórica dos anos 90, ignorando que cada revisão desses estudos reforça a urgência da ação climática, não o contrário.
Rubens O Pescador
20/04/2026
Oxe, mas até os cientistas tão se atrapalhando pra medir o calor que a gente sente todo dia na pele. Aqui no interior, o rio que antes a gente pescava de tardezinha agora parece sopa de tão quente. E ainda tem gente dizendo que isso é invenção da esquerda… o povo precisa acordar antes que até o peixe peça ar-condicionado.
Tonho Patriota
20/04/2026
AÍ Ó, MAIS UMA PROVA QUE ESSE TAL DE AQUECIMENTO GLOBAL É CONVERSA PRA TOMAR DINHEIRO DO POVO! OS CIENTISTAS ERRAM TUDO E AINDA QUEREM QUE A GENTE FAÇA O L! TÁ NA CARA QUE ISSO É PLANO DO COMUNISMO PRA CONTROLAR O CLIMA E VENDER PAINEL SOLAR CHINÊS!
Celio Fazendeiro
20/04/2026
Mais um estudo pra confundir a cabeça do povo e justificar gasto com “pesquisa climática”. Esses cientistas vivem mudando as previsões e nunca admitem que erram. Enquanto isso, o produtor rural continua sendo o bode expiatório de tudo que acontece no planeta.
Renato Professor
20/04/2026
Celio, a ciência não “muda de ideia” por capricho — ela melhora seus modelos conforme surgem novos dados, exatamente o oposto do que faz quem insiste em repetir crenças sem evidência. O produtor rural não é bode expiatório, mas também não está imune às consequências de um clima em transformação que a própria ciência tenta compreender para proteger todos nós.
Rick Ancap
20/04/2026
Lá vem mais um “estudo” bancado com dinheiro público pra justificar mais imposto verde. Se os modelos erram tanto, por que ainda tratam isso como verdade absoluta? O mercado resolveria isso melhor se deixassem as empresas inovarem sem tanta burocracia estatal.
Zizi
20/04/2026
Rick, meu filho, o mercado não resolve nem o preço do feijão, quanto mais o clima do planeta. Esses “modelos” são fruto de ciência séria, não de chute de corretora — e se há erro, é justamente a pesquisa pública que corrige.