O chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã, Ebrahim Azizi, afirmou que Teerã não busca acordos com os Estados Unidos a qualquer custo. Qualquer negociação só será válida se respeitar integralmente as condições estabelecidas pela República Islâmica.
Em entrevista à rede Al Jazeera, Azizi destacou que o processo diplomático representa continuação do campo de batalha. O diálogo apenas terá valor se consolidar os resultados obtidos pela resistência iraniana ao longo dos anos.
Azizi, que já comandou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, estabeleceu linhas vermelhas inegociáveis para o país. A continuidade das conversas dependerá de sinais positivos vindos de Washington.
O parlamentar iraniano garantiu que seu país não teme o princípio da negociação com os norte-americanos. No entanto, o Irã rejeitará qualquer tentativa de imposição de exigências excessivas ou baseadas em intimidação.
Segundo o portal RT, as conversas recentes em Islamabad não produziram os resultados esperados. O presidente dos EUA, Donald Trump, culpou o Irã por não abandonar seu programa nuclear.
O estreito de Ormuz segue como uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. O Irã mantém seu controle militar sobre a passagem em resposta às pressões externas.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica advertiu que o estreito permanecerá sob vigilância iraniana. Qualquer embarcação que ameace os interesses nacionais será tratada como colaboradora do inimigo.
Trump declarou que o Irã não pode usar o estreito de Ormuz como instrumento de pressão. A posição dos dois lados revela o persistente impasse nas relações bilaterais.
A defesa do estreito de Ormuz integra a estratégia de segurança nacional da República Islâmica. Azizi expressou a visão de que as negociações devem reconhecer as conquistas iranianas frente ao que considera cerco imperialista.
A postura firme de Teerã demonstra sua determinação em não ceder perante demandas unilaterais de Washington. Essa abordagem reforça o papel do Irã como ator soberano no Oriente Médio.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Irã critica duramente bloqueio naval dos EUA e ameaça fechar estreito de Ormuz
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