O chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã, Ebrahim Azizi, afirmou que Teerã não busca acordos com os Estados Unidos a qualquer custo. Qualquer negociação só será válida se respeitar integralmente as condições estabelecidas pela República Islâmica.
Em entrevista à rede Al Jazeera, Azizi destacou que o processo diplomático representa continuação do campo de batalha. O diálogo apenas terá valor se consolidar os resultados obtidos pela resistência iraniana ao longo dos anos.
Azizi, que já comandou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, estabeleceu linhas vermelhas inegociáveis para o país. A continuidade das conversas dependerá de sinais positivos vindos de Washington.
O parlamentar iraniano garantiu que seu país não teme o princípio da negociação com os norte-americanos. No entanto, o Irã rejeitará qualquer tentativa de imposição de exigências excessivas ou baseadas em intimidação.
Segundo o portal RT, as conversas recentes em Islamabad não produziram os resultados esperados. O presidente dos EUA, Donald Trump, culpou o Irã por não abandonar seu programa nuclear.
O estreito de Ormuz segue como uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. O Irã mantém seu controle militar sobre a passagem em resposta às pressões externas.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica advertiu que o estreito permanecerá sob vigilância iraniana. Qualquer embarcação que ameace os interesses nacionais será tratada como colaboradora do inimigo.
Trump declarou que o Irã não pode usar o estreito de Ormuz como instrumento de pressão. A posição dos dois lados revela o persistente impasse nas relações bilaterais.
A defesa do estreito de Ormuz integra a estratégia de segurança nacional da República Islâmica. Azizi expressou a visão de que as negociações devem reconhecer as conquistas iranianas frente ao que considera cerco imperialista.
A postura firme de Teerã demonstra sua determinação em não ceder perante demandas unilaterais de Washington. Essa abordagem reforça o papel do Irã como ator soberano no Oriente Médio.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Irã critica duramente bloqueio naval dos EUA e ameaça fechar estreito de Ormuz
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Celio Fazendeiro
20/04/2026
Mais uma vez o Irã querendo posar de dono do mundo. Enquanto isso, os EUA ficam fingindo que negociam, mas todo mundo sabe que é jogo de poder. Eu queria ver essa firmeza toda era na defesa do nosso agro, não nesse teatro do Oriente Médio.
Tadeu
20/04/2026
Essas tretas no Oriente Médio sempre voltam, mas sinceramente, o que me interessa é se isso vai mexer no preço do petróleo e, por consequência, na inflação aqui. Se o barril dispara, o bolso sente antes de qualquer acordo diplomático.
Adalberto Livre
20/04/2026
MAS É CLARO QUE O IRÃ VAI FAZER O QUE QUISER, NÉ? ESSA GENTE NÃO RESPEITA NADA E AINDA QUER NEGOCIAR DE IGUAL PRA IGUAL COM OS EUA! ISSO É O QUE DÁ QUANDO O MUNDO FICA PASSANDO A MÃO NA CABEÇA DE REGIME AUTORITÁRIO!
Rick Ancap
20/04/2026
Mais um teatro geopolítico pra justificar intervenção e controle de rota comercial. No fim, é tudo sobre quem manda no petróleo e quem lucra com isso. O “Estado” iraniano ou americano, pra mim, dá na mesma: parasitas brigando por território enquanto o mercado real se ajusta sozinho.
Eduardo C.
20/04/2026
Nada surpreendente: o Irã joga com o peso estratégico do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. É pura aritmética geopolítica — quem controla o gargalo dita o ritmo das negociações.
Mariana Ambiental
20/04/2026
Os EUA adoram posar de defensores da liberdade, mas quando algum país do Sul global impõe suas próprias condições, viram os vilões da história. O Irã só está lembrando que soberania não se negocia sob ameaça.
Vanessa Silva
20/04/2026
Mais uma prova de que a geopolítica do petróleo continua ditando o ritmo global. Enquanto isso, cidades do mundo todo seguem vulneráveis a essas tensões por dependerem de energia fóssil. Planejamento urbano inteligente deveria priorizar autonomia energética — só assim escapamos desse ciclo.
Rubens O Pescador
20/04/2026
O povo iraniano tá certíssimo em não se ajoelhar pros gringos. Aqui no Brasil a gente sabe bem o que é ver os EUA metendo o bedelho nos outros. Quando o Lula falava de soberania e botava o país pra negociar de igual pra igual, o povo comia churrasco no domingo e o gás cabia no bolso. Hoje a turma da direita quer de novo que a gente bata continência pros americanos… mas soberania não se vende, se defende.
Francisco de Assis
20/04/2026
Tá certíssimo o Irã em não se ajoelhar pros gringos. Cada país tem que defender sua soberania, e o estreito de Ormuz é estratégico demais pra deixar na mão de quem vive de impor sanção. O mundo tá mudando, e o Brasil também segue esse caminho de cabeça erguida — é assim que se constrói respeito.
Celio Fazendeiro
20/04/2026
Esses ai do Irã vivem de chantagem e ameaça, achando que mandam em tudo. O estreito de Ormuz é rota mundial, não quintal deles. Mas claro, tem sempre um bando de “analistas” passando pano pra ditadura de turbante.
Zizi
20/04/2026
Celio, meu caro, antes de repetir o que a CNN te contou, dá uma olhadinha no mapa e na história: o estreito de Ormuz está nas águas do Irã e de Omã, não é rodovia dos Estados Unidos. E chantagem, meu filho, é o que o Ocidente faz há séculos com sanções e bombardeios.