Nova tensão entre EUA e Irã derruba bolsas globais e eleva preço do petróleo

Operador de mercado financeiro trabalha em frente a múltiplos monitores. (Foto: tagesschau.de)

Os mercados financeiros iniciaram a semana com recuo generalizado, revertendo a alta registrada na sessão anterior, quando declarações do chanceler iraniano sobre o Estreito de Ormuz haviam impulsionado os índices.

O DAX deve abrir em queda superior a 1 por cento, próximo dos 24.392 pontos, conforme projeção da corretora IG. O índice havia avançado 2,3 por cento na sessão anterior antes da reversão de sentimento.

Como já analisado em nossa cobertura anterior, as tensões entre Washington e Teerã têm repercussões econômicas globais que agora voltam a se intensificar.

O otimismo durou pouco, conforme reportou o portal Tagesschau. A República Islâmica voltou a restringir o tráfego naval na passagem estratégica, reacendendo as tensões com Washington na região.

Ulrich Stephan, estrategista-chefe do Deutsche Bank, afirmou que o mercado segue altamente volátil, com incerteza elevada. Ele observou que a via marítima permanece bloqueada mesmo diante de declarações americanas sobre diálogo.

Michael Brown, analista da corretora Pepperstone, avaliou que os investidores se adiantaram nas expectativas de acordo rápido. Parte dos ganhos recentes tende a ser devolvida caso as conversas não avancem conforme o esperado.

O barril do petróleo Brent era cotado próximo de 97 dólares no início da semana. Os preços haviam caído mais de 9 por cento na sessão anterior, refletindo a breve perspectiva de trégua antes da nova escalada.

O petróleo WTI acompanhou o movimento de recuperação nos mercados internacionais. O Estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo, o que amplifica o impacto de qualquer interrupção sobre os custos energéticos globais.

Nos Estados Unidos, os futuros dos principais índices apontavam para abertura negativa. O S&P 500 recuava cerca de 0,9 por cento, enquanto Dow Jones e Nasdaq seguiam a mesma direção.

O dólar americano se fortalecia frente a seis principais moedas. O índice DXY avançava 0,3 por cento e alcançava 98,485 pontos, o maior nível em uma semana.

Investidores direcionaram recursos para ativos de refúgio, como o ouro, em meio à aversão ao risco renovada. A volatilidade deve persistir até que haja clareza sobre o desfecho das discussões entre as partes envolvidas no Golfo Pérsico.

A situação reforça a vulnerabilidade das rotas marítimas de suprimento de energia para a economia mundial. Economias importadoras, especialmente na Europa, enfrentam pressão adicional sobre custos e inflação com a alta dos preços do petróleo.


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