O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que Teerã ainda não definiu sua participação nas negociações com os Estados Unidos marcadas para o Paquistão. Ele apontou as mensagens contraditórias e as ações inaceitáveis de Washington como os principais fatores que minaram a confiança no processo diplomático.
Baghaei reforçou que o Irã só se sentará à mesa quando as negociações estiverem de fato orientadas para resultados concretos. O país busca avanços reais e não conversações puramente protocolares ou simbólicas.
Informações conflitantes circulam a respeito da possível segunda rodada de conversas diretas em Islamabad. Algumas fontes indicam a possibilidade de encontro, enquanto outras consideram que o destino das negociações permanece indefinido.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã não teria outra opção além de enviar seus negociadores à capital paquistanesa. A declaração foi interpretada como manobra de pressão para forçar concessões por parte de Teerã.
A primeira rodada de conversas terminou sem avanços concretos nas posições. Trump responsabilizou o lado iraniano pelo fracasso das discussões iniciais.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que seu país dispõe de novas cartas para apresentar no campo de batalha. Ghalibaf afirmou que o Irã não aceitará qualquer tipo de negociação sob ameaça de violência ou chantagem.
O estreito de Ormuz permanece como ponto estratégico vital no comércio global de energia, transportando cerca de 20% do petróleo mundial. As autoridades de Teerã denunciaram reiteradas violações do cessar-fogo e atos incompatíveis com o acordo de trégua.
Segundo a RT, a indefinição iraniana reflete o alto nível de desconfiança causado pelas atitudes oscilantes dos Estados Unidos. Teerã exige que Washington abandone a lógica da coerção para que o diálogo possa produzir frutos.
O atual impasse evidencia as dificuldades de construir um processo de distensão em meio a sanções econômicas e rivalidades geoestratégicas no Golfo. A postura firme de Teerã sinaliza que qualquer acordo futuro precisará respeitar a soberania iraniana e gerar benefícios mútuos palpáveis.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Khamenei autoriza delegação iraniana para negociações com os EUA em Islamabad
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