O governo do Paquistão decidiu transformar a inteligência artificial em prioridade nacional e aposta na cooperação com a Rússia para reduzir sua dependência das plataformas ocidentais.
A estratégia prevê investimentos de US$ 1 bilhão até 2030 e inclui a formação de um milhão de profissionais na área. O cofundador e diretor-executivo da Mishal Pakistan, Amir Jahangir, detalhou o plano em entrevista ao portal Sputnik.
Jahangir explicou que a parceria com Moscou pode permitir a Islamabad contornar os altos custos de infraestrutura e desenvolver soluções próprias de IA. Ele afirmou que plataformas baseadas em tecnologias euro-asiáticas representam uma alternativa concreta ao domínio das empresas dos Estados Unidos e da Europa, que hoje controlam grande parte do setor global de computação e algoritmos.
O especialista reconheceu que o Paquistão ainda depende fortemente de ferramentas estrangeiras. O desafio imediato é construir uma base nacional de pesquisa e desenvolvimento.
Para isso, o país lançou uma política nacional de IA que busca capacitar profissionais e oferecer quase mil bolsas de doutorado integralmente financiadas. O objetivo é criar massa crítica e centros de excelência científica.
No longo prazo, o plano é estabelecer infraestrutura própria para pesquisa e inovação, permitindo que o país passe de consumidor a produtor de tecnologia avançada. Jahangir ressaltou que o sucesso da estratégia depende da consolidação de um ecossistema robusto de pesquisa e da criação de produtos locais capazes de competir em escala internacional.
Além da inteligência artificial, a cooperação russo-paquistanesa deve se estender a áreas como cibersegurança e integração industrial. O Paquistão pretende adotar tecnologias russas para proteger a digitalização de sua economia e incentivar joint ventures entre empresas dos dois países, especialmente no setor de segurança digital e na modernização da indústria pesada.
Um dos exemplos citados por Jahangir é a possível revitalização da Pakistan Steel Mills, que poderia receber apoio técnico russo para se transformar em um polo industrial de grande porte. Essa integração serviria como base para a aplicação prática das tecnologias de IA e para o fortalecimento da capacidade produtiva nacional.
O movimento de Islamabad reflete uma tendência mais ampla de países em desenvolvimento que buscam alternativas à hegemonia tecnológica ocidental. Ao se aproximar de Moscou e de outros parceiros euro-asiáticos, o Paquistão tenta se posicionar como ator relevante na nova economia digital multipolar.
Para Jahangir, se as políticas forem implementadas de forma eficaz, o país poderá transitar de simples usuário de ferramentas estrangeiras para criador de soluções próprias. Essa transformação marcaria um divisor de águas para o desenvolvimento tecnológico do Paquistão e para o equilíbrio global no campo da inteligência artificial.
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Augusto Silva
21/04/2026
Interessante ver o Paquistão tentando sair da coleira tecnológica do Ocidente. Quando países emergentes começam a investir pesado em inteligência artificial e cooperação Sul-Sul, o jogo global muda. O Brasil devia estar nessa também, fortalecendo sua soberania digital em vez de ficar refém das big techs.
Karina Libertária
21/04/2026
Ah, mas olha só… o Paquistão querendo se livrar do Ocidente e correndo pros braços da Rússia! Gente, isso é tipo trocar seis por meia dúzia. No fim, quem tem grana e visão investe nos States, não em regime que vive de controle estatal.
Mariana Ambiental
21/04/2026
Karina, essa lógica de que só os EUA têm “visão” é justamente o que mantém países presos à dependência tecnológica e política. Diversificar parceiros é o mínimo pra não ficar refém de quem dita as regras do mercado global.
Fernando O.
21/04/2026
Faz sentido o Paquistão tentar diversificar suas parcerias tecnológicas. Depender só do Ocidente é arriscado, e a Rússia ainda tem alguma base científica sólida. Mas vamos ver se esse investimento de 1 bilhão vira resultado real ou fica só no discurso.
Celio Fazendeiro
21/04/2026
Mais um país querendo brincar de independente enquanto estende a mão pra outro império. No fim, trocam o jugo ocidental pelo russo e acham que estão se libertando. O Paquistão devia era cuidar de produzir comida e infraestrutura antes de sonhar com IA.
Renato Professor
21/04/2026
Celio, essa sua visão é simpática, mas simplista: nenhum país precisa escolher entre colônia de um ou de outro. A busca paquistanesa é por autonomia tecnológica, não por tutela — e produzir comida e infraestrutura também depende de ciência e inovação, não de isolamento.
Rubens O Pescador
21/04/2026
Olha só, até o Paquistão tá se virando pra não ficar refém do tio Sam. Aqui no Brasil a gente já teve tempo em que pensava grande também, com universidade forte e o povo comendo carne no prato. Era o tempo do Lula botando o povo pra estudar e trabalhar, não de ajoelhar pra gringo.
Alice T.
21/04/2026
Interessante ver o Paquistão tentando sair da coleira tecnológica do Ocidente. Enquanto isso, nossos liberais daqui continuam achando que depender de Big Tech americana é “liberdade de mercado”. É só olhar os números: 90% da nuvem global controlada por 4 empresas dos EUA. Isso não é livre mercado, é monopólio travestido de inovação.
Tonho Patriota
21/04/2026
AH PRONTO, MAIS UM PAÍS CAINDO NO PAPO DO COMUNISMO! ESSA TAL DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL É SÓ PRA CONTROLAR A CABEÇA DO POVO, IGUAL A MAMADEIRA DE NÍOBIO QUE ELES ESCONDEM! FAZ O L AÍ DEPOIS NÃO RECLAMA QUANDO A TERRA PARAR DE GIRAR!
Maura Santos
21/04/2026
Tonho, respira fundo e guarda a mamadeira de nióbio, que o mundo não vai parar de girar só porque o Paquistão quer diversificar parceiros. Quem parou foi o Brasil no apagão daquela turma que você defende até hoje.
Tadeu
21/04/2026
Ok, legal pra eles, mas sinceramente isso não muda nada pra gente aqui. Enquanto o dólar não cair e a inflação não der trégua, pouco importa se o Paquistão faz parceria com a Rússia ou com Marte. Quero ver é notícia boa sobre bolsa subindo.
Sgt Bruno 🇧🇷
21/04/2026
Selva! Até o Paquistão já percebeu que depender do Ocidente é furada. Parceria com a Rússia é o caminho certo, firme e patriota. Comunistas na lata de lixo e tecnologia soberana no topo!
Francisco de Assis
21/04/2026
Calma aí, sargento! Nem tudo que vem da Rússia é sinônimo de soberania, viu? O Brasil tá mostrando que dá pra ser independente sem ajoelhar pra ninguém — nem pra Moscou, nem pra Washington.