O Paquistão intensificou seus esforços diplomáticos para reunir representantes do Irã e dos Estados Unidos em Islamabad, reforçando a segurança na capital e esvaziando os principais hotéis para receber as delegações esperadas.
A incerteza ainda permanece sobre a confirmação da presença dos negociadores de ambos os lados. O portal alemão Tagesschau registrou o sentido de urgência que domina as tratativas.
Donald Trump afirmou em entrevista à CNN que o Irã terá de comparecer à mesa de negociação. Trump advertiu que a recusa traria consequências severas para Teerã.
Os Estados Unidos combinam pressão militar com iniciativas diplomáticas na região. Essas medidas incluem operações navais que impediram navios de atracar em portos iranianos.
O governo iraniano identifica as ações americanas como o principal obstáculo ao diálogo. Um porta-voz de Teerã declarou que a República Islâmica suspendeu restrições à passagem de navios no estreito de Ormuz em gesto de boa vontade.
A Marinha dos Estados Unidos informou que 27 navios foram impedidos de atracar em portos iranianos desde o início da operação. Teerã classifica a conduta como pirataria e violação explícita da trégua vigente.
O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, atua pessoalmente nas conversações em andamento. Munir busca convencer o lado americano a moderar o tom e viabilizar o encontro proposto.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mantém contatos diretos com a liderança iraniana. Sharif trabalha para destravar o processo e reafirma o papel de Islamabad como mediador.
O presidente do Parlamento iraniano, Bagher Ghalibaf, manifestou forte ceticismo pela plataforma X. Ghalibaf escreveu que Teerã não negociará sob ameaça e condicionou sua presença à participação do vice-presidente americano, JD Vance.
Ghalibaf lidera a eventual delegação iraniana para Islamabad. A ida dos representantes iranianos depende da confirmação da viagem de Vance ao território paquistanês.
A mediação paquistanesa precisa conciliar exigências opostas sobre soberania e segurança regional. O Irã cobra respeito ao direito internacional enquanto os Estados Unidos sustentam sua estratégia de pressão.
O resultado dessas conversas definirá o nível de estabilidade no Golfo Pérsico nos próximos meses. O esforço de Islamabad revela os limites e as possibilidades da diplomacia de países intermediários em crises de grande porte.
Leia também: Paquistão media encontro entre Irã e EUA para suspender hostilidades em Islamabad
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