Para viajantes que planejam roteiros de ecoturismo no Brasil, a combinação de destinos na Amazônia e no Pantanal se apresenta como um itinerário focado na biodiversidade. Os percursos costumam usar Manaus e Campo Grande como bases logísticas para explorar os biomas.
As jornadas podem se estender por mais de 10 dias, incluindo trechos aéreos e terrestres para conectar os diferentes pontos de interesse. As atividades se concentram em passeios guiados para observação da vida selvagem.
Base amazônica em Manaus
A capital do Amazonas funciona como ponto de partida para as expedições fluviais. O roteiro urbano na cidade costuma incluir o Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, o Mercado Adolpho Lisboa e o Museu da Amazônia (MUSA).
A partir de Manaus, os visitantes seguem para alojamentos de selva, como o Uiara Amazon Lodge, para atividades de imersão. A programação na floresta inclui navegação pelo Lago Salvador, observação noturna de animais e visita ao Parque Ecológico do Janauari para ver a vitória-régia, planta aquática nativa da região.
Um dos principais pontos do trajeto fluvial é o encontro das águas dos rios Negro e Solimões. O fenômeno ocorre devido a diferenças de temperatura, densidade e velocidade entre os dois rios, que correm lado a lado por quilômetros sem se misturar.
Vida selvagem no Pantanal
A porta de entrada para o Pantanal sul-mato-grossense é a cidade de Campo Grande. A partir dali, os roteiros seguem para a zona rural, em municípios como Aquidauana, onde se localizam pousadas como a Aguapé.
As atividades na maior planície inundável do mundo, com área de 150.000 km², incluem safáris fotográficos em veículos 4×4, passeios a cavalo e focagem noturna de fauna. Passeios de barco pelo rio Aquidauana e pesca de piranhas também fazem parte dos itinerários oferecidos pelas propriedades locais.
Extensão para Bonito e Jardim
Muitos roteiros que passam pelo Pantanal incluem uma extensão para a região de Bonito e Jardim. Em Bonito, uma das principais atrações é a Gruta do Lago Azul, uma cavidade com um lago de mais de 80 metros de profundidade.
A flutuação nos rios da Prata e Olho d’Água permite a observação da fauna e flora subaquática em águas de alta visibilidade. No município de Jardim, o Buraco das Araras, uma dolina com 100 metros de profundidade e 500 metros de circunferência, serve de habitat para centenas de araras-vermelhas.
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