A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, declarou apoio à proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reformar a Organização das Nações Unidas.
Ela afirmou que o organismo perdeu força diante dos conflitos atuais e precisa ser repensado para cumprir sua função de promover a paz e a cooperação entre os povos.
Sheinbaum comentou as declarações recentes de Lula feitas em Barcelona junto ao presidente da Espanha, Pedro Sánchez. A líder mexicana compartilha a avaliação de que o sistema multilateral do pós-Segunda Guerra Mundial falha em responder às crises contemporâneas.
A mandatária defendeu a aplicação de uma política de austeridade dentro da organização internacional. Ela afirmou que a burocracia excessiva afasta a instituição das realidades nacionais e drena recursos que deveriam servir à construção da paz.
Sheinbaum afirmou que o organismo deve reduzir gastos desnecessários para concentrar recursos no desenvolvimento sustentável. Como exemplo, relatou conversa com um chefe de Estado que citou pedidos de passagens aéreas em primeira classe por funcionários da ONU.
A presidenta mexicana classificou tais práticas como abuso que revela o distanciamento entre a entidade e os países que a sustentam. Os recursos da ONU provêm das contribuições de todos os Estados membros e devem ser usados com total responsabilidade.
Lula havia afirmado que a ONU se encontra debilitada e que suas decisões não são respeitadas nem mesmo pelas nações que a criaram. O Conselho de Segurança perdeu legitimidade ao não impedir guerras e violações do direito internacional.
As declarações de Sheinbaum e Lula integram o movimento de países emergentes por maior representatividade nas instituições multilaterais. Diversas nações defendem um sistema que reflita o equilíbrio de poder do século XXI.
Segundo o portal RT, Sheinbaum reforçou que a ONU deve funcionar como espaço acessível tanto para governos quanto para povos que buscam resolver conflitos de forma pacífica. A presidenta mexicana defendeu a recuperação da credibilidade da instituição como referência moral e política.
A convergência entre Lula e Sheinbaum sinaliza articulação crescente de lideranças latino-americanas pela reforma do sistema global. Ambos defendem uma ONU mais democrática, menos burocrática e mais comprometida com a justiça social e a soberania dos países em desenvolvimento.
A crítica à concentração de poder nas mãos de poucas nações ganha força com o apoio mútuo entre os dois líderes. A ineficiência da organização diante de crises humanitárias e conflitos armados reforça a necessidade de mudanças estruturais profundas.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Os vampiros querem beber sangue
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Rick Ancap
21/04/2026
Lá vem mais político querendo “reformar” organismo internacional como se isso fosse resolver alguma coisa. ONU é só mais um cabide de emprego global, igualzinho a qualquer estatal. Lula e Sheinbaum deviam era deixar o mercado cuidar das relações — funciona melhor e custa zero imposto.
Augusto Silva
21/04/2026
Rick, o “mercado” que você quer deixar cuidar das relações internacionais é o mesmo que não consegue garantir nem vacina sem o Estado bancar o risco. ONU tem defeitos, mas sem coordenação multilateral, a gente volta ao faroeste financeiro — e aí, meu caro, o imposto vira pedágio pago aos mais fortes.
Evelyn Olavo
21/04/2026
Interessante ver a Sheinbaum se posicionando com tanta clareza ao lado do Lula. A ONU realmente parece travada diante das crises atuais, e talvez uma reforma profunda seja inevitável. Tomara que esse diálogo entre América Latina e o resto do mundo ganhe força de verdade.
Alice T.
21/04/2026
Finalmente alguém com cargo alto falando o óbvio: a ONU virou um clube de bilionário com direito a veto. Sheinbaum tá certíssima em apoiar o Lula nessa — o mundo mudou, mas a estrutura da ONU continua parada em 1945.
Carlos A. Mendes
21/04/2026
Interessante ver a Sheinbaum se alinhando ao Lula nessa pauta. A ONU realmente parece travada, cheia de formalidades que não resolvem nada. Se mais líderes começarem a cobrar mudanças, talvez a coisa ande um pouco.
Renato Professor
21/04/2026
Finalmente uma voz latino-americana com coragem de apontar o óbvio: a ONU virou um labirinto burocrático incapaz de reagir ao sofrimento real dos povos. Sheinbaum e Lula tocam na ferida — a reforma institucional global é urgente, ou continuaremos reféns de um sistema feito para manter privilégios, não para promover justiça.
Silvia D.
21/04/2026
Concordo totalmente com Sheinbaum e com Lula. A ONU precisa se atualizar e agir com mais efetividade diante das crises humanitárias e sanitárias. A burocracia excessiva só atrasa respostas que salvam vidas — e, no fim, quem paga o preço é a população, principalmente nos países mais vulneráveis.
Sgt Bruno 🇧🇷
21/04/2026
Selva! Finalmente alguém com coragem pra falar o óbvio: essa ONU já virou cabide de emprego de comunista. Lula e essa Sheinbaum que fiquem de mãos dadas tentando mandar no mundo – aqui o povo quer é ordem, progresso e comunista na lata de lixo!
Francisco de Assis
21/04/2026
Sgt Bruno, o problema é que essa tal “ordem” que você defende sempre acaba sendo desordem pros mais pobres. A ONU precisa de reforma, sim — mas pra servir aos povos, não aos poderosos. E nisso Lula e Sheinbaum estão certos em bater de frente.