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Terrabras expõe disputa entre soberania nacional e capital estrangeiro nas terras raras

13 Comentários🗣️🔥 Caminhão basculante transporta minério em uma grande mina a céu aberto. (Foto: cartacapital.com.br) A disputa pelo controle das terras raras brasileiras revela a tensão entre a defesa da soberania nacional e os interesses do capital estrangeiro. A proposta de criação da estatal Terrabras ganha força diante do avanço de mineradoras apoiadas por governos […]

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Caminhão basculante transporta minério em uma grande mina a céu aberto. (Foto: cartacapital.com.br)

A disputa pelo controle das terras raras brasileiras revela a tensão entre a defesa da soberania nacional e os interesses do capital estrangeiro. A proposta de criação da estatal Terrabras ganha força diante do avanço de mineradoras apoiadas por governos externos.

A norte-americana USA Rare Earth comprou a mineradora Serra Verde, que opera a mina Pela Ema em Minaçu, no estado de Goiás. Essa é a única mina fora da Ásia capaz de produzir em escala quatro elementos essenciais para ímãs permanentes usados em veículos elétricos, turbinas e equipamentos de defesa.

O acordo contou com financiamento da Development Finance Corporation, agência governamental dos Estados Unidos ligada ao Departamento de Estado. Os contratos garantem o fornecimento por 15 anos com destino exclusivo ao mercado norte-americano, sem etapas de refino no Brasil.

O governo dos EUA anunciou um aporte de 1,6 bilhão de dólares para fortalecer a cadeia de suprimentos de minerais críticos. A medida integra os esforços americanos para reduzir a dependência de minerais chineses — enquanto aprofunda a dependência brasileira de um único comprador.

Entidades como o Instituto Brasileiro de Mineração e a Associação de Minerais Críticos, junto com a Embaixada dos Estados Unidos, pressionam contra a criação da Terrabras. Parlamentares alinhados a esses interesses também atuam no Congresso Nacional, conforme análise do portal CartaCapital.

O Projeto de Lei 2780 de 2024 institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e tramita em regime de urgência. O relator Arnaldo Jardim, do Cidadania, posicionou-se contra a criação de estatal, argumentando que o Estado deve apenas regular o setor.

Essa posição ignora a intervenção ativa dos Estados Unidos por meio da Development Finance Corporation e de contratos de longo prazo que drenam recursos estratégicos sem agregar valor ao país. O senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, afirmou em evento da CPAC 2026 no Texas que o Brasil seria a solução para os norte-americanos reduzirem a dependência da China — revelando a que interesses serve essa agenda.

O deputado federal Pedro Uczai, do PT, autor da proposta da Terrabras, articula junto a movimentos populares pela aprovação da estatal. O deputado Glauber Braga, do PSOL, também defende o controle público sobre os minerais estratégicos.

O governo federal ainda não definiu o tema como prioridade central em sua agenda. A secretária de Comércio Exterior Tatiana Prazeres admitiu que esses minerais têm sido usados como moeda de negociação para obter redução de tarifas sobre produtos brasileiros.

A análise do portal CartaCapital destaca que a exploração mundial de minerais críticos é marcada por forte presença estatal. Países como a China e os Estados Unidos protegem suas cadeias com restrições rigorosas à atuação de capital estrangeiro — enquanto pressionam o Brasil a abrir as suas.

A Constituição Federal estabelece que as jazidas minerais pertencem à União. Defensores da Terrabras veem na estatal o instrumento necessário para evitar que o país permaneça como simples exportador de matérias-primas estratégicas, sem soberania sobre sua própria riqueza mineral.


Leia também: Pedro Uczai critica votação relâmpago sobre terras raras na Câmara


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Marcos Conservador

21/04/2026

Mais uma estatal pra mamar nas costas do povo e encher o bolso de político. Chamam de “soberania nacional”, mas é só mais burocracia e cabide de emprego. O que o Brasil precisa é de eficiência e investimento privado, não de mais comunismo disfarçado.

    Mariana Ambiental

    21/04/2026

    Marcos, eficiência pra quem? Pro investidor estrangeiro levar o lucro e deixar o passivo ambiental pra gente? Soberania não é comunismo — é o mínimo pra o país não virar colônia de novo.

Luciana

21/04/2026

Enquanto o povo briga por política e redes sociais, tem estrangeiro de olho nas nossas riquezas e o brasileiro continua pagando caro no gás e na comida. Se o país não cuidar do que é seu, vamos continuar vendendo tudo barato e comprando caro depois. Soberania também é pensar no prato do dia a dia.

Fernando O.

21/04/2026

Finalmente um debate que deveria estar no centro da pauta: quem vai controlar nossas riquezas estratégicas. Não é questão de ideologia, é de números — se o Brasil continuar exportando minério bruto e importando tecnologia, perde sempre na conta final. Os bolsonaristas que chamam isso de “comunismo” estão viajando na maionese.

Beto Engenheiro

21/04/2026

Se a Terrabras vier pra valer, com investimento pesado em tecnologia e infraestrutura, ótimo. Mas se for só mais uma estatal de papel, pra inglês ver, não resolve nada. O que o país precisa é tirar o minério do chão, agregar valor e garantir que a riqueza fique aqui.

Karina Libertária

21/04/2026

Ai, lá vem mais papo de “soberania nacional” pra justificar estatal ineficiente! O mundo é global, gente — tem que abrir o market, atrair investimento estrangeiro e deixar o business rodar. Ficar nessa vibe anti-capital só afasta o progresso.

    Jeferson da Silva

    21/04/2026

    Karina, quem vive de “market” é acionista, não trabalhador. Aqui fora, no chão da fábrica, a tal “abertura” só trouxe demissão, terceirização e salário arrochado. Progresso pra quem?

Pedro

21/04/2026

Enquanto isso, a gente aqui rodando o dia inteiro pra pagar gasolina e IPVA, e os gringos de olho nas nossas riquezas. Parece que o país nunca aprende a cuidar do que é seu. Se deixarem, até o subsolo vai virar produto de exportação barata.

Maura Santos

21/04/2026

Engraçado ver a galera que entregou tudo pro capital estrangeiro agora fingindo preocupação com soberania. Quando era pra defender o país, fizeram foi vender até o pré-sal e deixar o apagão rolar solto. Terrabras é o mínimo pra gente não continuar exportando riqueza bruta e importando miséria.

Silvia D.

21/04/2026

Como médica, vejo um paralelo claro entre o que acontece na saúde e essa disputa pelas terras raras: quando entregamos o controle de recursos estratégicos ao capital estrangeiro, perdemos autonomia e ficamos vulneráveis. Assim como o SUS garante soberania sanitária, precisamos de uma Terrabras forte para garantir soberania mineral.

Miriam

21/04/2026

Enquanto o pessoal briga por ideologia, o que importa é ter regras claras e fiscalização eficiente. Se a Terrabras vier para organizar o setor e garantir que o país não entregue tudo de graça, ótimo. O resto é espuma política que não resolve nada.

Evelyn Olavo

21/04/2026

Finalmente um debate sério sobre o controle das nossas riquezas estratégicas. Se deixarmos tudo nas mãos de empresas estrangeiras, continuaremos exportando matéria-prima barata e importando tecnologia cara. A Terrabras pode ser um passo importante para mudar esse jogo.

    Clarice Historiadora

    21/04/2026

    Perfeito, Evelyn. Essa lógica de dependência tecnológica é o velho ciclo colonial com roupa nova — só muda o dono do porto. A Terrabras pode ser o primeiro passo pra gente parar de vender o país em gramas e comprá-lo de volta em gigabytes.


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