O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinou a retirada das credenciais de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da instituição em Brasília.
A medida representa resposta direta à negativa de credenciais imposta ao delegado Marcelo Ivo, representante da PF em Washington. Rodrigues justificou a decisão com base no princípio da reciprocidade, tradicional nas relações entre países.
Ele classificou a ação como difícil, porém necessária para preservar o equilíbrio e a dignidade das instituições brasileiras. O agente americano perdeu imediatamente o acesso às unidades da Polícia Federal e a suas bases de dados.
A cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado seguirá adiante sem ruptura. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou apoio à medida adotada pela Polícia Federal.
Lula reforçou a defesa da soberania nacional e a exigência de tratamento paritário nas relações bilaterais. O delegado Marcelo Ivo retornou ao país por decisão administrativa da própria corporação.
Rodrigues elogiou o profissionalismo do policial, que acumula extensa experiência em missões internacionais. Durante dois anos e meio nos Estados Unidos, o delegado participou de operações que resultaram na captura de 49 foragidos e contribuiu diretamente para a deportação de 55 pessoas em situação irregular.
O episódio que gerou o atrito envolveu a detenção de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência. As autoridades migratórias americanas o prenderam em Orlando por estar com o visto cancelado.
Ramagem é reconhecido como aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso repercutiu negativamente nas relações entre as forças policiais dos dois países.
Segundo o Diário do Centro do Mundo, a decisão da PF busca esclarecer as circunstâncias que levaram à restrição imposta ao delegado Ivo. Rodrigues deixou claro que não houve expulsão de servidor brasileiro, mas sim retorno administrativo.
A Polícia Federal sinaliza com esta medida que não aceitará tratamento desigual em missões de cooperação. O princípio da reciprocidade funciona como instrumento concreto de respeito mútuo entre nações soberanas.
Rodrigues voltou a destacar que a ação não significa fim da parceria bilateral em segurança pública. A corporação mantém canais abertos com as autoridades americanas em temas de interesse comum.
O gesto reforça a política externa do governo Lula de defesa da paridade diplomática. O país reafirma sua disposição de responder de forma proporcional sempre que direitos de seus agentes forem desrespeitados.
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