EUA ordenam retorno de 31 navios em bloqueio contra o Irã

Navios cargueiros no Golfo de Omã, próximo ao Estreito de Ormuz, em imagem de arquivo. (Foto: © Reuters/Stringer)

O Comando Central dos Estados Unidos ordenou que 31 navios alterassem sua rota ou retornassem aos portos de origem, intensificando o bloqueio naval imposto contra a República Islâmica do Irã.

A maioria das embarcações, especialmente os petroleiros, cumpriu as ordens emitidas. O Centcom supervisiona todas as operações militares americanas na região do Oriente Médio.

As ações ocorrem paralelamente à retomada das negociações entre Israel e o Líbano na capital americana. Os Estados Unidos atuam como mediadores após o estabelecimento de um cessar-fogo entre as partes envolvidas.

O presidente Donald Trump reafirmou o compromisso com a trégua e com a manutenção do bloqueio aos portos iranianos. O estreito de Ormuz continua sendo uma via estratégica cujo controle afeta diretamente os mercados globais de energia.

O Pentágono indicou que o processo de desminagem pode se prolongar por até seis meses. Essa projeção gerou divergências internas no Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

O governo do Líbano planeja solicitar a prorrogação do cessar-fogo por mais trinta dias. O presidente libanês Joseph Aoun enfatiza a necessidade de tempo para reconstruir as zonas atingidas pelos confrontos no sul do país.

Um segundo militar francês da Força Interina das Nações Unidas no Líbano sucumbiu aos ferimentos de uma emboscada. O presidente Emmanuel Macron denunciou o ato como crime de guerra e cobrou uma investigação internacional.

No Irã, o poder judiciário executou Sultan-Ali Shirzadi-Fakhr após condenação por espionagem em favor de Israel. As acusações incluíam ainda a participação no grupo Moudjahidine do Povo e o crime de moharebeh.

Em Islamabad, no Paquistão, as autoridades montaram forte esquema de segurança para a possível reunião entre delegações dos EUA e do Irã. A população local enfrentou paralisação quase completa do transporte e do comércio na cidade.

Habitantes do norte de Israel acompanham com apreensão o desfecho das conversas em Washington. Eles temem novos ataques do Hezbollah apesar dos esforços da Casa Branca por um acordo de paz duradouro.

O bloqueio imposto pelos EUA contra o Irã aprofunda as tensões regionais e afeta o fluxo energético mundial. A estratégia americana expõe tanto sua ambição de controle quanto os limites reais para alcançar estabilidade no Oriente Médio.

Leia mais sobre o assunto na © Reuters/Stringer.


Leia também: Irã apreende duas embarcações no Estreito de Ormuz e eleva tensão com os EUA


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