O Irã capturou dois navios cargueiros no estreito de Ormuz e elevou a tensão com os Estados Unidos em resposta ao bloqueio naval imposto por Washington.
Forças iranianas interceptaram o MSC Francesca, de bandeira panamenha, e o Epaminondas, de bandeira liberiana. Elas dispararam tiros de advertência contra o navio Euphoria, que conseguiu prosseguir até o porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.
O estreito de Ormuz, situado entre o Irã e Omã, representa a principal rota para um quinto do suprimento mundial de petróleo e gás liquefeito. Esta passagem estratégica se transformou no epicentro da disputa naval entre Teerã e Washington.
Os Estados Unidos iniciaram um bloqueio naval em meados de abril e interceptaram mais de 30 embarcações ligadas ao Irã. Em resposta, a República Islâmica reforçou seu controle sobre a rota e exigiu aprovação da Guarda Revolucionária Islâmica para o trânsito.
O governo iraniano instituiu um sistema de pedágio marítimo administrado pela Guarda Revolucionária Islâmica. Diversos navios pagaram as taxas em yuan para obter passagem segura, conforme a Lloyd’s List.
O primeiro vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, declarou que a segurança do estreito “não é gratuita”. Aref criticou duramente a tentativa americana de bloquear exportações iranianas enquanto exige livre acesso para seus aliados.
O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do cessar-fogo, Mohammad Bagher Ghalibaf, condicionou qualquer trégua duradoura ao fim do bloqueio naval. Ghalibaf classificou a manutenção do cerco como uma violação clara dos termos do acordo.
O diretor do projeto Irã no International Crisis Group, Ali Vaez, interpretou as capturas como parte de uma escalada deliberada entre os dois lados. Vaez alertou que cada novo incidente marítimo eleva o risco de um conflito mais amplo na região.
O cientista político da Universidade de York, Chris Featherstone, observou que a ação pressiona o governo de Donald Trump a recuar do bloqueio. Featherstone apontou que o impasse no estreito de Ormuz pode impactar diretamente os preços globais de energia.
A disputa naval ultrapassa o âmbito regional e ganha contornos geopolíticos globais. O desfecho desta crise determinará o fluxo seguro de petróleo e a estabilidade do comércio marítimo internacional.
Leia mais sobre o assunto na aljazeera.com.
Leia também: Irã retoma controle do estreito de Ormuz e desafia bloqueio dos EUA
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