O impasse diplomático entre o Irã e os Estados Unidos persiste enquanto o Paquistão aguarda resposta oficial de Teerã sobre nova rodada de conversações em Islamabad.
A trégua temporária de duas semanas entre as partes se aproxima do fim e eleva os riscos de retomada de hostilidades no Golfo Pérsico. O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, informou que seu governo mantém contatos permanentes com autoridades iranianas para assegurar a presença de Teerã.
Tarar classificou a participação iraniana como crítica para impedir nova escalada militar na região, conforme noticiou o tagesschau.de. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que não pretende estender a pausa nos confrontos.
Trump ameaçou retomar os ataques caso não haja acordo imediato e reforçou a posição de força de Washington. Em entrevista à emissora CNBC, afirmou que os EUA ocupam uma “forte posição de negociação” e que o Irã não teria outra escolha senão retornar à mesa de diálogo.
Trump condicionou o levantamento do bloqueio naval aos portos iranianos à assinatura de um acordo final. Ele observou que o intervalo da trégua permitiu reabastecer os estoques de munição das forças americanas.
Autoridades militares e parlamentares iranianas prometeram responder de forma imediata e decisiva a qualquer nova agressão. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã dispõe de novos trunfos caso os combates sejam retomados.
O governo do Catar apelou pela prorrogação da trégua para proteger a estabilidade regional e a economia mundial. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Madschid al-Ansari, destacou que toda a comunidade internacional apoia os esforços de mediação do Paquistão.
Os Estados Unidos interceptaram o navio-tanque M/T Tifani no Oceano Índico sob acusação de transportar petróleo iraniano. O Pentágono classificou a embarcação como “sem bandeira”, apesar do registro de Botsuana, e justificou a ação como intervenção marítima legal — medida que Teerã considera parte da campanha de agressão econômica contra a República Islâmica.
A Comissão Europeia prepara medidas emergenciais para conter a alta dos preços de petróleo e gás natural. O órgão busca evitar escassez de querosene para companhias aéreas e reconhece elevação superior a 22 bilhões de euros nos custos de importação de energia.
O chanceler alemão, Johann Wadephul, pediu que o Irã retome as conversas com os EUA em Islamabad. Wadephul defendeu a reabertura imediata da rota marítima pelo estreito de Ormuz para normalizar o comércio.
O governo russo suspendeu as restrições a voos sobre o espaço aéreo iraniano e dos Emirados Árabes Unidos. Essa decisão representa esforço de normalização gradual das rotas comerciais afetadas pelo conflito.
Trump mantém discurso de força e indicou que bombardeará novamente o Irã sem acordo rápido. A República Islâmica rejeita negociações sob ameaça militar e prioriza a defesa de sua soberania nacional.
O chanceler paquistanês, Ishaq Dar, reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdel-Atti. Os dois diplomatas discutiram estratégias adicionais de mediação e prometeram manter contato próximo para buscar solução pacífica.
A indefinição aumenta a pressão sobre o processo diplomático conduzido por Islamabad nas próximas horas. O desfecho determinará se a via do diálogo prevalecerá ou se o conflito retornará com intensidade ainda maior.
Leia também: Irã intercepta navios no Estreito de Ormuz e acusa EUA de violar trégua
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