A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP recebe, de 1º a 3 de julho, o 7º Colóquio Internacional de Diálogos Sul-Sul e o 2º Encontro da Caravana da Diversidade e Viver em Plenitude (CIDISS). Os eventos são abertos a todos os interessados; as inscrições já estão abertas, custam de R$ 50,00 a R$ 150,00 e podem ser feitas neste link.
Realizado no Bloco Didático e espaços associados da FFCLRP, com atividades também em comunidades locais, os eventos adotam formato presencial e, ao invés de palestras longas e isoladas, as mesas foram desenhadas como espaços de escuta ativa, intercâmbio intercultural e construção coletiva.
Com o tema Emergência Climática e o desafio de reinventar modos outros de pensar, de (r)existir, de sentir e de educar: o que temos a aprender com o Sul Global?, os eventos se estruturam a partir do diálogo entre ciência, saberes populares e práticas territoriais para enfrentar a crise climática.
A proposta é reunir trajetórias diversas, pesquisadores, lideranças de comunidades tradicionais e representantes de movimentos sociais, para que cada participante apresente, a partir de sua experiência concreta, problemas, aprendizagens e desafios ligados à emergência climática. A ênfase recai sobre a articulação entre reflexão e prática, com vistas à cooperação em pesquisa, formação e ação territorial.
Programação integra universidade e territórios
A programação começa no dia 30 de junho, com recepção das delegações e um acolhimento intercultural conduzido por mestres e mestras de saberes. A atividade inclui a exibição do documentário Fala, Mestres! e uma roda de conversa com lideranças tradicionais.
No dia 1º de julho, a mesa de abertura discute Epistemologias do Sul, emergência climática e educação intercultural. À tarde, o evento se desloca para o Assentamento Mário Lago, onde serão realizadas oficinas de bionarrativas, articulando pesquisa decolonial, saberes populares e expressões artísticas contra-hegemônicas. À noite, um sarau intercultural reúne manifestações afroameríndias.
A programação do dia 2 avança sobre a relação entre território, corpo e educação diante da crise climática, seguida por apresentações de trabalhos e oficinas vivenciais. O dia se encerra com uma roda de devolutiva voltada à construção de pactos de continuidade territorial, um dos eixos centrais do encontro.
No dia 3, sessões temáticas abordam bionarrativas sociais, relatos de pesquisa e ensaios teóricos, além da criação de um espaço de memória viva. O encerramento será marcado pela mesa Pactos e Redes para o Sul Global, com leitura pública dos compromissos construídos ao longo do evento.
Fonte: Jornal da USP.