Pesquisadores do Instituto Niels Bohr, na Dinamarca, transmitiram fótons únicos por meio de redes de fibra óptica convencionais, em avanço publicado na revista Nature Nanotechnology que aproxima a implementação prática de comunicações quânticas em larga escala.
A equipe liderada pelo pesquisador Leonardo Midolo criou um novo tipo de ponto quântico. Esse emissor produz luz coerente e idêntica diretamente na faixa de telecomunicações em torno de 1300 nanômetros, conforme reportagem do Phys.org.
Os melhores emissores quânticos anteriores operavam em torno de 930 nanômetros. Essa limitação obrigava o uso de conversores de frequência caros e ineficientes para adaptar os sinais às redes existentes.
Leonardo Midolo explicou que o principal desafio consistia em reduzir o ruído dos fótons na banda de telecomunicações. Os fótons precisavam ser perfeitamente idênticos para manter a coerência quântica necessária às aplicações.
A equipe combinou técnicas avançadas de crescimento de materiais com nanofabricação de alta precisão. O trabalho contou com a colaboração de pesquisadores de Bochum, na Alemanha, responsáveis pela otimização do crescimento dos emissores de baixíssimo ruído.
Os cientistas fabricaram nanochips a partir desses materiais e os testaram em temperaturas extremamente baixas. Os experimentos confirmaram a emissão de fótons únicos altamente coerentes.
O coautor Marcus Albrechtsen destacou o papel decisivo dos circuitos fotônicos integrados em silício. Esse material permite guiar e controlar a luz em escala de chip de forma econômica e compatível com a nova tecnologia.
A operação na faixa de 1300 nanômetros torna o sistema diretamente integrável aos circuitos fotônicos de silício. Essa compatibilidade viabiliza a produção em larga escala de componentes quânticos.
O resultado permite o desenvolvimento de comunicações quânticas ultrasseguras sem a substituição da infraestrutura global de telecomunicações. Chips quânticos e repetidores ópticos poderão ser conectados diretamente às fibras ópticas já instaladas.
Os pesquisadores indicam que o próximo passo envolve a integração desses emissores em sistemas completos de comunicação quântica. Essas plataformas poderão trocar chaves criptográficas invioláveis e conectar processadores quânticos distantes.
O estudo posiciona a Dinamarca como polo relevante na ciência quântica europeia e abre caminho para maior cooperação internacional no desenvolvimento de tecnologias quânticas.
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Carlos Meirelles
30/04/2026
Inovação que aproveita a estrutura existente é o que gera valor real sem depender de repasses bilionários do Estado. Enquanto perdem tempo discutindo assistencialismo aqui, o mercado lá fora foca em reduzir custos e aumentar a segurança de quem gera riqueza. Menos ideologia e mais pragmatismo empresarial para o Brasil não ficar para trás de novo.
Zé Trovãozinho
30/04/2026
Enquanto o STF censura todo mundo, vocês postam tecnologia de país de primeiro mundo para distrair o povo. Daqui a pouco vamos usar essa fibra óptica só para assistir ao canal oficial da Venezuela ou da Cuba do Norte. O Brasil acabou e viramos um puxadinho da ditadura comunista enquanto o resto do mundo avança.
Carlos Oliveira
30/04/2026
Ô Zé, tu tá vendo fantasma demais onde só tem ciência, macho. Enquanto tu pira com essa paranoia, a ditadura que eu sinto é a do algoritmo me explorando 12 horas por dia sem direito a nada, quando a gente devia estar brigando era pra essa tecnologia toda servir ao SUS e à educação pública.
Cecília Ramos
30/04/2026
Zé, enquanto você gasta energia com fantasma de comunismo, o povo de Deus continua passando fome e sem acesso ao básico aqui no Brasil real. A verdadeira missão de avanços científicos como esse deveria ser democratizar o conhecimento e servir à justiça social, porque o que realmente aprisiona o nosso povo é a desigualdade extrema, e não essas suas teorias de conspiração.