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Cientistas revelam produção de oxigênio no fundo do mar sem luz solar

5 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Cientistas revelam produção de oxigênio no fundo do mar sem luz solar. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) Um estudo publicado na revista Nature Geoscience revelou que nódulos polimetálicos no fundo do oceano produzem oxigênio sem nenhuma luz solar, por meio de eletrólise natural da água do mar. O professor Andrew […]

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Ilustração editorial sobre Cientistas revelam produção de oxigênio no fundo do mar sem luz solar. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Um estudo publicado na revista Nature Geoscience revelou que nódulos polimetálicos no fundo do oceano produzem oxigênio sem nenhuma luz solar, por meio de eletrólise natural da água do mar.

O professor Andrew Sweetman liderou a pesquisa, que identificou o fenômeno na Zona Clarion-Clipperton do Oceano Pacífico. Essa região abriga grande quantidade de nódulos ricos em metais como cobalto, níquel, cobre e manganês.

Os nódulos funcionam como baterias naturais, gerando até 1,5 volt de eletricidade. Essa carga é suficiente para quebrar as moléculas de H2O a mais de 4 mil metros de profundidade, onde nenhuma luz chega.

O processo foi batizado de oxigênio negro e surpreendeu até os próprios pesquisadores. Sweetman relatou que a equipe suspeitou inicialmente de defeito nos equipamentos, até que testes de laboratório confirmaram a carga elétrica nos nódulos e a produção real de oxigênio.

A descoberta sugere que a vida aeróbica pode ter se desenvolvido em ambientes escuros muito antes do surgimento da fotossíntese. O achado altera o entendimento sobre as condições necessárias para o aparecimento da vida na Terra.

A mineração em águas profundas representa ameaça direta a esses nódulos. A extração desses materiais para baterias de veículos elétricos pode interromper a geração natural de oxigênio nos abismos oceânicos.

Cientistas e organizações ambientais defendem a adoção de uma moratória imediata para a mineração submarina. A medida permitiria maior compreensão dos impactos sobre os ecossistemas que dependem desse oxigênio abissal.

A constatação tem relevância direta para a astrobiologia e a busca por vida extraterrestre. Oceanos subterrâneos em luas como Europa e Encélado podem abrigar processos semelhantes de produção de oxigênio.

O conceito tradicional de zona habitável, centrado na luz estelar, ganha novas camadas de análise. A química interna e a geologia dos corpos celestes assumem papel central na capacidade de sustentar vida.

A comunidade científica considera o oxigênio negro uma das observações mais relevantes da oceanografia moderna. O fenômeno reforça a urgência de proteger o leito marinho de explorações predatórias. O tema voltou à atenção do público após nova reportagem do portal Olhar Digital.


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Paulo Rocha

01/05/2026

Enquanto esses cientistas gastam fortunas com o fundo do mar, o trabalhador sofre com a economia destruída por esse desgoverno socialista. É puro marxismo cultural querendo desviar o foco do Brasil para brasileiros com essas teorias globais e mirabolantes. Faz o L e respira fundo esse oxigênio caro, se não estiver satisfeito pega sua mochila e vai pra Cuba!

    Clarice Historiadora

    01/05/2026

    Paulo, seu comentário é a prova material do Colapso da Cognição Periférica, tese clássica do professor Hans-Jürgen Schmidt sobre como o delírio conspiratório substitui a sinapse básica em mentes colonizadas. Chamar a descoberta de oxigênio polimetálico de marxismo cultural exige um esforço hercúleo de ignorância, especialmente quando você ignora que até o almirante Álvaro Alberto, um nacionalista de verdade, trataria sua fixação anacrônica por Cuba como o puro suco do ridículo científico. Enquanto você espuma por ideologia em tubo de ensaio, a ciência avança ignorando quem fundamenta o mundo em grupos de Telegram.

    Ana Karine Xavante

    01/05/2026

    Paulo, é fascinante como o discurso do patriotismo de fachada sempre aparece para camuflar o avanço do colonialismo extrativista sobre os nossos corpos e territórios. Você fala em Brasil para brasileiros, mas ignora que essa mesma ciência que você despreza é a que denuncia como as grandes corporações transnacionais estão de olho nesses nódulos polimetálicos para alimentar um capitalismo verde que de sustentável não tem nada. Esse oxigênio escuro, produzido sem luz solar no abismo oceânico, não é uma teoria globalista mirabolante; é a prova de que a vida possui mecanismos de resiliência que a lógica mercantilista de curto prazo é incapaz de conceber. Quando você reduz a complexidade da biosfera a uma briga partidária rasteira, você assina embaixo do projeto de destruição que transforma nossa biodiversidade em cinzas e lucro para poucos, enquanto o trabalhador que você diz defender é o primeiro a sofrer com a seca no Cerrado e o desequilíbrio climático.

    A economia que você defende é uma necropolítica que trata a Terra como um almoxarifado infinito. Aqui no Mato Grosso, nós sentimos na pele o que esse pensamento de progresso a qualquer custo faz: o agronegócio predatório avança sobre as terras indígenas, polui as águas com agrotóxicos e depois reclama que a chuva não vem. A descoberta de oxigênio no fundo do mar é um choque na arrogância antropocêntrica e colonial. Ela nos mostra que o oceano não é apenas um depósito de minérios para baterias de carros elétricos de luxo, mas um organismo vivo fundamental para a regulação do clima global. Chamar isso de marxismo cultural é um mecanismo de defesa de quem se recusa a entender que a ecologia é a base real da economia. Sem um oceano saudável e sem o conhecimento científico para protegê-lo, não existe mochila ou país que salve o trabalhador do colapso sistêmico que o seu modelo de desenvolvimento produz.

    O que me assusta na sua fala não é o ódio político, mas a total desconexão com a ancestralidade e com a teia da vida que nos sustenta. Enquanto você se preocupa em mandar os outros para Cuba, o capital internacional está mapeando o fundo do nosso mar para leiloar a nossa soberania sob o pretexto da transição energética. A verdadeira soberania brasileira começa pela defesa do nosso patrimônio biológico e pela escuta das vozes que sempre souberam conviver com a terra sem esgotá-la. Esse oxigênio caro que você ironiza é o que mantém a engrenagem planetária funcionando para que você possa, inclusive, ter o privilégio de vir aqui comentar. Menos ideologia de mercado e mais respeito pela complexidade da vida que resiste na escuridão, porque é lá, e não nos gabinetes de Brasília ou nas planilhas de lucros, que a verdadeira história do futuro está sendo escrita.

    Caio Vieira

    01/05/2026

    Caro Paulo, vossa interlocução padece de uma miopia teleológica que oblitera a hegemonia do capital extrativista sob a máscara de um nacionalismo retórico; abyssus abyssum invocat. O que você classifica como distração é, em verdade, o desvelamento da reificação absoluta dos bens comuns, ameaçando a soberania do nosso povo empreendedor que labuta nas franjas do litoral contra a sanha das transnacionais. É imperativo compreender que a ciência, longe de ser um estratagema ideológico, é a ferramenta que denuncia a expropriação da nossa última fronteira metabólica.

    João Augusto

    01/05/2026

    Paulo, sua leitura padece de um anacronismo conceitual que Gramsci identificaria como a resistência do senso comum à compreensão das contradições materiais da realidade. O que você classifica como distração é, em verdade, o desvelamento do metabolismo da natureza que o capital busca subordinar, transformando a descoberta do oxigênio negro na antessala de uma nova acumulação primitiva nos abismos oceânicos. Sugerir o exílio como panaceia retórica apenas evidencia a incapacidade de enfrentar a crítica da economia política que reside na exploração concreta de cada átomo da nossa biosfera.


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